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Sol Sertão Online
Colunista
A comissão especial da Câmara dos Deputados, responsável por analisar as propostas de redução da jornada de trabalho, iniciou sua segunda semana de atividades com forte articulação política. O governo federal tem intensificado sua presença no Legislativo para garantir a viabilidade da medida, considerada uma prioridade da gestão Lula.
Após a participação do ministro do Trabalho, Luiz Marinho, a agenda desta semana prevê a vinda do ministro da Fazenda, Dario Durigan, nesta terça-feira (12), para discutir os impactos econômicos da proposta. Já na quarta-feira (13), o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos, participará de audiência para abordar os aspectos sociais e o diálogo necessário para a implementação da redução.
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tem demonstrado engajamento incomum para agilizar o processo. Para evitar a falta de quórum, Motta convocou sessões de segunda a sexta-feira e permitiu a realização de trabalhos remotos, possibilitando que parlamentares registrem presença e votem via aplicativo.
Além das medidas administrativas, Motta tem utilizado as redes sociais para vincular a pauta à defesa da família brasileira, argumentando que a redução da jornada permitirá maior convivência entre mães e filhos. O presidente da Casa afirmou que o ambiente para a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) é favorável, assegurando que as particularidades de cada setor econômico serão respeitadas.
O relator da comissão, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA), estruturou o trabalho em 11 reuniões, que incluem encontros em Brasília e audiências públicas em estados como Minas Gerais e São Paulo.
O cronograma estabelecido prevê a apresentação e leitura do relatório final para o dia 20 de maio. A expectativa é que o texto seja votado no colegiado no dia 26 de maio e siga para votação no plenário no dia 27.
Atualmente, a comissão discute duas PECs. Paralelamente, o governo apresentou um projeto de lei que propõe a redução do limite da jornada semanal para 40 horas, alterando a escala de seis para cinco dias de trabalho, com dois dias de descanso remunerado.
Economistas ressaltam que a transição para modelos de jornada reduzida deve ser acompanhada por estratégias de ganho de produtividade. Segundo os especialistas, isso deve ocorrer por meio do aumento da qualificação dos trabalhadores, investimentos em inovação e melhorias significativas em infraestrutura e logística.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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