
Sol Sertão Online
Colunista
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), determinou a convocação de sessões plenárias durante toda a próxima semana para agilizar a análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir a jornada de trabalho 6x1.
A medida é estratégica, pois as reuniões deliberativas contam como prazo para a comissão especial responsável pela matéria. Com a marcação de sessões inclusive na segunda e na sexta-feira — dias em que a Casa normalmente não realiza deliberações —, o objetivo é acelerar a contagem do prazo para a apresentação de emendas.
O relator da proposta é o deputado baiano Leo Prates (Republicanos-BA). Após o prazo de dez sessões para a entrega de emendas, Prates poderá apresentar seu parecer e solicitar a inclusão imediata da matéria na pauta.
O colegiado, instalado na última quarta-feira (29), deve analisar na próxima semana o plano de trabalho e diversos requerimentos. A pauta prevê a escuta de trabalhadores, representantes sindicais e do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos.
Embora o Governo Federal tenha enviado um projeto de lei (PL) em regime de urgência para a transição para o modelo 5x2, Hugo Motta optou por priorizar a análise via PEC, conferindo maior protagonismo ao Poder Legislativo. A proposta central defende a redução da carga horária semanal de 44 para 40 horas.
Enquanto o Executivo aposta no apelo popular da medida como trunfo político, setores econômicos pressionam por compensações, como novas regras de desoneração, para mitigar os impactos financeiros da mudança na jornada.
A meta da presidência da Câmara é que a PEC seja votada ainda no mês de maio. Hugo Motta deve alinhar o calendário com o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), para que a iniciativa seja promulgada até o final de junho.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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