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Sol Sertão Online
Colunista
O líder da oposição húngara e vencedor das recentes eleições, Péter Magyar, anunciou que a posse do novo governo poderá ocorrer já na primeira semana de maio. A medida antecipa o encerramento de um ciclo de 16 anos de gestão de Viktor Orbán no poder.
Após a vitória expressiva do partido de centro-direita Tisza, que conquistou dois terços das cadeiras no Parlamento, Magyar tem pressionado para que a transição ocorra com agilidade. De acordo com a legislação local, a sessão inaugural do Parlamento, responsável pela eleição do primeiro-ministro, deve ser realizada impreterivelmente até o dia 12 de maio.
Em reunião reservada com o presidente Tamás Sulyok, Magyar recebeu a garantia de que será indicado ao cargo de primeiro-ministro, prevendo que a sessão inaugural aconteça nos dias 6 ou 7 de maio.
O novo governante prometeu uma reestruturação profunda na máquina pública. Entre as principais medidas estão a criação de ministérios específicos para saúde, meio ambiente e educação, áreas que não possuíam pastas independentes durante a administração de Orbán.
No âmbito da comunicação, Magyar manifestou a intenção de suspender os programas de notícias da emissora pública do país. O líder alega que o canal atuou como porta-voz do partido Fidesz e que a suspensão deve durar até que a independência e a imparcialidade jornalística sejam plenamente restabelecidas.
Além das reformas administrativas, Magyar solicitou a renúncia do presidente Tamás Sulyok após a formação do novo governo. Embora Sulyok tenha afirmado que irá considerar o pedido, o novo primeiro-ministro alertou que, caso a renúncia não ocorra, o governo utilizará a supermaioria parlamentar para promover mudanças constitucionais e remover o presidente e outras figuras ligadas ao sistema de Orbán.
A mudança de cenário na Hungria repercutiu globalmente. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou apoio a Magyar, afirmando acreditar que ele fará um bom trabalho. O resultado é interpretado por analistas como um revés para os movimentos nacionalistas em escala mundial e um sinal de declínio do apelo trumpista no continente europeu.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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