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Sol Sertão Online
Colunista
O cenário político da Hungria passa por uma transformação histórica neste sábado (9). Péter Magyar assumiu a função de primeiro-ministro, encerrando um ciclo de 16 anos de governos marcados pelo estilo autocrático de Viktor Orbán.
Liderando o partido de centro-direita Tisza, Magyar conquistou uma vitória surpreendente nas últimas eleições, garantindo a maior representação parlamentar da história pós-comunista do país. Atualmente, o Tisza detém 141 dos 199 assentos do Parlamento, reduzindo drasticamente a influência da coalizão Fidesz-KDNP, que caiu para 52 cadeiras.
Pela primeira vez desde 1990, Viktor Orbán não participará da sessão inaugural do Parlamento. O ex-líder afirmou que, após a derrota, focará seus esforços na reconstrução de sua base política nacional-populista.
Advogado de 45 anos e ex-integrante do partido de Orbán, Magyar assumiu o cargo com a promessa central de erradicar a corrupção oficial, que, segundo ele, privou os cidadãos de oportunidades econômicas essenciais.
No plano internacional, o novo premiê busca restaurar a credibilidade da Hungria perante as democracias ocidentais e reparar os laços com a União Europeia. Uma das metas prioritárias é o desbloqueio de aproximadamente 17 bilhões de euros em fundos europeus, que haviam sido congelados devido a preocupações com a corrupção e a violação do Estado de direito durante a gestão anterior.
Como gesto concreto de reaproximação com o bloco europeu, o governo Tisza anunciou que a bandeira da União Europeia voltará a ser hasteada na fachada do Parlamento, após ter sido removida em 2014 por ordem de Orbán.
Em Budapeste, a mudança de regime foi celebrada com manifestações populares. O prefeito liberal da capital, Gergely Karácsony, organizou celebrações às margens do rio Danúbio para homenagear os cidadãos, jornalistas e professores que resistiram ao sistema anterior, marcando o início de uma nova etapa democrática para a nação.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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