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Sol Sertão Online
Colunista
O Festival de Cannes 2026 tem início nesta terça-feira (12), consolidando-se como a edição mais estratégica de sua história para a corrida ao Oscar. A mudança ocorre devido a uma nova diretriz da Academia de Cinema americana, que altera significativamente a forma como filmes internacionais são indicados à premiação.
A partir de 2027, os vencedores das competições dos principais festivais do mundo terão vaga garantida na categoria de Melhor Filme Internacional do Oscar. Com isso, a obra vencedora da Palma de Ouro não precisará mais da seleção dos comitês locais de seu país de origem para concorrer, desde que mais de 50% de seu diálogo não seja em inglês.
Essa nova regra coloca o vencedor de Cannes no mesmo patamar de elegibilidade automática que já possuem o Urso de Ouro, do Festival de Berlim, e o Grande Prêmio do Júri do Festival de Sundance. A medida visa evitar injustiças como a de "Anatomia de uma queda" (2023), que venceu em Cannes, mas não pôde concorrer como representante da França no Oscar.
Para o Brasil, o cenário inicial é desafiador. Nenhuma produção nacional foi selecionada para a competição principal pela Palma de Ouro, o que reduz as chances de uma classificação antecipada e automática para o Oscar 2027. O país busca agora sua terceira indicação consecutiva na categoria de filme internacional.
Apesar da ausência na disputa principal, a esperança brasileira permanece depositada no Festival de Veneza, em setembro. Além disso, o ator Selton Mello marca presença no evento francês integrando o elenco da produção chilena "La perra".
Uma característica marcante desta edição é o distanciamento dos grandes estúdios americanos. Blockbusters e estreias mundiais aguardadas, como "Dia D" de Steven Spielberg e "A Odisseia" de Christopher Nolan, não integram a programação de 2026.
Com a ausência de Hollywood, os holofotes se voltam para grandes nomes do cinema autoral mundial. Estão confirmados diretores como o espanhol Pedro Almodóvar, os japoneses Hamaguchi Ryusuke e Koreeda Hirokazu, além do iraniano Asghar Farhadi. O júri desta edição será presidido pelo cineasta sul-coreano Park Chan-wook.
Referência: Informações adaptadas de G1 Pop & Arte.
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