
Sol Sertão Online
Colunista
O entusiasmo global com a Inteligência Artificial (IA) tem impulsionado os mercados de ações a atingirem níveis recordes, superando instabilidades geopolíticas. Índices nos Estados Unidos, Taiwan, Coreia do Sul e Japão alcançaram marcas históricas recentemente, recuperando-se de quedas acentuadas ocorridas em março.
O motor desse crescimento é a alta demanda por chips semicondutores, essenciais para a expansão da infraestrutura de IA. Esse cenário beneficiou especialmente a Ásia, onde a produção de hardware é concentrada, ofuscando riscos relacionados a conflitos no Oriente Médio.
A Coreia do Sul registrou um desempenho excepcional. O índice Kospi valorizou-se quase 76% em 2025, o melhor resultado desde 1999, elevando o país à posição de sétimo maior mercado de ações do mundo. Um marco fundamental foi a Samsung Electronics, que ultrapassou a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado, tornando-se a segunda empresa asiática a atingir esse patamar, atrás apenas da TSMC.
Em Taiwan, o índice Taiex acumula alta de 42% no ano, posicionando o país como a sexta maior praça financeira global. Já no Japão, o Nikkei 225 apagou as perdas causadas por interrupções no fornecimento de petróleo e atingiu novo recorde em abril, impulsionado pelo fato de que empresas de tecnologia e IA representam cerca de 50% do peso do índice.
Enquanto EUA e Ásia surfam na onda da tecnologia, a Europa apresenta dificuldades de recuperação. Dependente de petróleo do Oriente Médio e com menor exposição ao setor de IA, a região viu índices como o Dax alemão e o STOXX 600 permanecerem estagnados ou em queda desde o início das tensões geopolíticas.
Na América do Sul, a situação é distinta. O Brasil, através do índice Bovespa, mantém estabilidade frente aos conflitos e acumula alta de 16% no ano, beneficiando-se da valorização dos preços do petróleo, já que é um exportador de energia.
Para especialistas, a atual dinâmica global reflete uma clara divisão de ativos: a Ásia domina a IA, a América Latina se beneficia da energia, enquanto a Europa luta para encontrar tração em ambos os setores.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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