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Sol Sertão Online
Colunista
O Brasil foi excluído da lista de países que cumprem as normas da União Europeia (UE) contra o uso excessivo de antimicrobianos na pecuária. A atualização, publicada nesta terça-feira (12), impacta diretamente a permissão para exportar carne para o bloco europeu a partir do dia 3 de setembro.
De acordo com a UE, a decisão foi tomada porque o Brasil não forneceu garantias suficientes quanto à não utilização de produtos antimicrobianos na pecuária. As normas europeias proíbem rigorosamente o uso de substâncias antimicrobianas para promover o crescimento animal ou aumentar a produtividade, além de vedar a aplicação de medicamentos reservados exclusivamente para o tratamento de infecções humanas.
A medida acende um alerta para o setor exportador, visto que a União Europeia é o terceiro maior destino da carne bovina brasileira, atrás apenas da China e dos Estados Unidos. No mercado de carnes em geral, o bloco europeu assume a posição de segundo maior comprador.
O cenário ocorre em um momento delicado, com o acordo entre a UE e o Mercosul em vigor desde 1º de maio, embora em caráter provisório, enquanto aguarda decisões judiciais na Europa sobre sua legalidade.
O comissário europeu para a Agricultura, Christophe Hansen, justificou a medida afirmando que é legítimo exigir que os produtos importados sigam os mesmos requisitos rigorosos aplicados aos produtores locais. A política visa combater a resistência de micróbios a medicamentos e evitar a utilização desnecessária de antibióticos na cadeia alimentar.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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