
Sol Sertão Online
Colunista
O ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi transferido, na noite de segunda-feira (18), de uma cela especial para uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília. A mudança é interpretada como um sinal crítico para as negociações de colaboração premiada que estavam em curso.
A transferência é reflexo do descontentamento da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República (PGR) com a proposta de delação apresentada por Vorcaro há duas semanas. De acordo com analistas, o documento não apresentou fatos novos, não trouxe elementos que corroborassem as provas já colhidas pela PF e não demonstrou a capacidade de ressarcimento dos prejuízos causados aos cofres públicos.
A medida foi autorizada com a anuência do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. Anteriormente, Vorcaro ocupava uma cela especial, similar à utilizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em passagens pela mesma unidade. Com a mudança para a cela comum, o acesso aos seus advogados foi drasticamente reduzido: de nove horas diárias para apenas uma hora por dia, dividida em duas conversas de trinta minutos.
A nova configuração prisional dificulta a elaboração de aditivos à proposta de delação. O cenário de pressão sobre Vorcaro e sua equipe jurídica é intensificado por prisões recentes de familiares próximos, incluindo seu pai, irmão, cunhado e primo.
Para que um acordo de colaboração premiada seja homologado, o ex-banqueiro precisará apresentar e comprovar fatos inéditos, desafio que se torna mais complexo diante da severa limitação de contato com sua defesa.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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