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Sol Sertão Online
Colunista
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a imposição de tarifas de 100% sobre determinadas importações de medicamentos de marca. A medida, que entra em vigor após períodos de adaptação para diferentes portes de empresas, ocorre em um momento de reavaliação de políticas comerciais globais pelo governo americano.
As novas tarifas sobre medicamentos não se aplicarão a todos os países. Acordos comerciais com a União Europeia, Japão, Coreia do Sul e Suíça preveem uma taxa máxima de 15% sobre medicamentos de marca. Em um acordo separado, os Estados Unidos e o Reino Unido garantiram tarifa zero para medicamentos produzidos no Reino Unido por pelo menos três anos, como parte da expansão da produção americana.
Grandes empresas farmacêuticas terão 120 dias para cumprir as novas regras, enquanto produtores menores terão 180 dias. A alternativa para evitar as tarifas de 100% é transferir parte da produção para os EUA, enfrentando uma taxa de 20% caso apenas uma parcela da produção seja realocada.
O anúncio coincide com o aniversário de um ano do chamado “Dia da Libertação”, data em que Trump implementou tarifas sobre diversos produtos importados. A medida visa, em parte, recompor tributos perdidos após uma decisão da Suprema Corte em fevereiro deste ano, que declarou ilegais tarifas anteriores e determinou a devolução de cerca de US$ 166 bilhões arrecadados.
Segundo autoridades do governo, as tarifas funcionam como um “botão de reinicialização” para um sistema de comércio internacional considerado falho, incentivando a construção de novas fábricas nos EUA e a concessão de vantagens para exportações americanas por parte de parceiros comerciais.
As novas medidas enfrentam críticas de alguns setores empresariais, que temem o aumento da pressão de custos em um cenário já impactado pela elevação dos preços de energia devido ao conflito com o Irã. A Câmara de Comércio dos EUA alertou que tarifas mais altas já resultaram em aumento de preços e custos para diversos setores, e que as novas ações podem agravar essa situação, especialmente em áreas como manufatura, construção e energia.
Em contrapartida, o presidente da Associação de Fabricantes de Aço, Philip Bell, elogiou o governo pela atualização da metodologia de avaliação e pelo ajuste na lista de produtos derivados. Ele destacou que as tarifas permanecem focadas no fortalecimento da indústria siderúrgica americana sem comprometer objetivos econômicos mais amplos.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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