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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
O governo dos Estados Unidos propôs a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos importados do Brasil. A medida, fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, decorre de uma investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) que classifica como "irrazoáveis" práticas brasileiras ligadas ao sistema PIX, desmatamento ilegal, pirataria e falhas em leis anticorrupção.
Uma lista de exceções divulgada pelo USTR preserva itens estratégicos da pauta exportadora brasileira. Estão isentos do novo imposto o petróleo bruto — principal item exportado ao mercado americano, com vendas de US$ 4,7 bilhões em 2025 —, além de aeronaves, café e celulose.
Entretanto, setores relevantes permanecem vulneráveis. Estão na mira a siderurgia, especialmente os produtos semiacabados de ferro e aço (US$ 3,36 bilhões em 2025), e o setor agroindustrial, com foco nos sucos de frutas e vegetais (US$ 1,61 bilhão). Também podem ser impactados equipamentos de engenharia civil, pneus (exceto os de aviação) e a maioria das espécies de madeira.
O processo ainda não é definitivo. O cronograma prevê a realização de consultas públicas e uma audiência no dia 6 de julho de 2026, com a decisão final prevista para ser tomada até o dia 15 de julho de 2026.
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