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Sol Sertão Online
Colunista
O governo dos Estados Unidos anunciou a suspensão da exigência de pagamento de caução para a entrada de estrangeiros que possuam ingressos para a Copa do Mundo de 2026. A medida beneficia cidadãos de cinco nações específicas que anteriormente estavam sujeitas a restrições financeiras para a obtenção de vistos.
A isenção foi concedida ao Departamento de Estado para viajantes da Argélia, Cabo Verde, Costa do Marfim, Senegal e Tunísia. Para usufruir do benefício, o turista deve comprovar a compra de ao menos um ingresso para os jogos do torneio, que será sediado conjuntamente por Estados Unidos, Canadá e México.
Vale ressaltar que brasileiros não estão incluídos na lista de restrições e, portanto, seguem sem a necessidade de pagar qualquer taxa de fiança para ingressar no território norte-americano. Jogadores, comissões técnicas e membros da organização do evento já contavam com isenções prévias para agilizar a emissão de vistos.
A exigência de depósito, estabelecida anteriormente pelo governo de Donald Trump, previa que cidadãos de 50 países deixassem um valor entre US$ 5 mil e US$ 15 mil (aproximadamente R$ 25 mil a R$ 75 mil) como garantia de retorno ao país de origem, visando coibir a permanência ilegal após o vencimento do visto.
Em nota, a Fifa agradeceu a colaboração do governo dos EUA, destacando a importância da parceria para garantir o sucesso de um evento global. No entanto, a flexibilização ocorre em um cenário de críticas. Organizações como a Anistia Internacional emitiram alertas sobre o clima rigoroso de imigração no país, classificando as restrições como incongruentes com o espírito unificador da Copa do Mundo.
Além das questões humanitárias, o setor hoteleiro norte-americano já manifestou preocupação. A associação de hotéis dos EUA relatou que as barreiras burocráticas e geopolíticas relacionadas aos vistos reduziram a demanda internacional, resultando em um número de reservas significativamente abaixo do previsto para o torneio.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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