Espaço publicitário — Leaderboard
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1. Bastidores da Diplomacia e Ameaças PúblicasEstados Unidos e Irã re...
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
Estados Unidos e Irã retomaram nesta semana contatos diplomáticos indiretos para tentar encerrar a guerra no Oriente Médio, após três meses de interrupção nas negociações. As conversas ocorreram por meio de mediadores do Catar à margem da Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Enquanto os enviados americanos Steve Witkoff e Jared Kushner participaram de uma reunião com mediadores iranianos, os presidentes Donald Trump e Masoud Pezeshkian trocaram duras acusações e ameaças no plenário.
O presidente americano afirmou durante seu discurso que poderia aniquilar o Irã caso o conflito persistisse, acusando o país de tentar produzir armamentos nucleares e de cometer atos de terrorismo. Em resposta, o presidente iraniano defendeu-se das acusações e qualificou os Estados Unidos e Israel como os verdadeiros Estados terroristas, ressaltando que não haverá paz sem justiça para a Palestina.
Apesar da retórica agressiva, Teerã apresentou exigências por meio de mediadores para o fim das hostilidades, incluindo o encerramento dos confrontos em todas as frentes, a suspensão dos atos de agressão americanos, o fim do bloqueio naval aos portos iranianos e o pagamento de ativos congelados. Segundo uma fonte oficial iraniana, o Estreito de Ormuz poderá ser reaberto em até sete dias caso a pressão militar seja reduzida.
Do lado americano, o secretário de Estado Marco Rubio confirmou estar aberto a reuniões com representantes iranianos, desde que qualquer acordo garanta que Teerã jamais obtenha uma arma nuclear. A guerra, iniciada em fevereiro por uma ofensiva americana e israelense, já dura quase sete meses, provocando milhares de mortes e impactos globais no abastecimento de energia.