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Sol Sertão Online
Colunista
Delegações dos Estados Unidos e do Irã desembarcam no Paquistão neste fim de semana para a possibilidade de retomar negociações diplomáticas. O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, chegou a Islamabad na sexta-feira (24), enquanto a comitiva norte-americana, composta pelos enviados especiais Steve Witkoff e Jared Kushner, tem chegada prevista para este sábado (25).
Embora a Casa Branca tenha indicado a ocorrência de conversas diretas, a chancelaria do Irã esclareceu que não há planos para reuniões presenciais com os americanos. A estratégia de Teerã é transmitir suas posições ao governo do Paquistão, que atua como mediador oficial entre as duas potências.
A secretária de imprensa dos EUA, Karoline Leavitt, afirmou que Washington observou avanços recentes por parte do Irã e espera que o encontro resulte em novos progressos. O presidente Donald Trump mencionou a possibilidade de o Irã apresentar uma proposta para atender a exigências americanas, embora não tenha detalhado os termos.
A urgência do acordo é acentuada pelo bloqueio no Estreito de Ormuz, ponto crítico por onde circula cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito (GNL) mundial. O presidente do Conselho Europeu, António Costa, destacou que a reabertura da via é vital para a estabilidade econômica global.
Enquanto as conversas ocorrem, Trump mantém a pressão militar na região, com a operação do porta-aviões USS George H.W. Bush nas proximidades. Anteriormente, o presidente havia prorrogado o cessar-fogo entre as nações para viabilizar a retomada do diálogo, após a rodada anterior, prevista para o dia 21, ter sido cancelada.
Paralelamente, a trégua no Líbano enfrenta instabilidades. Apesar da prorrogação de três semanas anunciada por Trump, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou o grupo Hezbollah de tentar sabotar o processo de paz histórica.
Em contrapartida, o Hezbollah, apoiado pelo Irã, classificou a prorrogação como "sem sentido" diante de hostilidades israelenses e solicitou que o governo libanês interrompa as negociações diretas com Israel.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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