
Sol Sertão Online
Colunista
Vinte e dois tripulantes do navio porta-contêineres M/V Touska, de bandeira iraniana, foram transferidos para o Paquistão para serem repatriados. A medida ocorre após a embarcação ter sido apreendida pelas forças militares dos Estados Unidos no mês passado.
A apreensão aconteceu no dia 19 de abril, quando o navio, pertencente à Companhia de Navegação da República Islâmica do Irã (IRISL), tentou romper um bloqueio naval imposto por Washington. Segundo o Comando Central dos EUA, a tripulação ignorou alertas emitidos durante seis horas antes de as forças americanas abrirem fogo e tomarem o controle da embarcação.
O M/V Touska é alvo de sanções econômicas impostas pelo governo americano, o que fundamentou a ação militar. Na ocasião, o Irã condenou a operação, classificando-a como ilegal e uma violação do direito internacional.
O governo do Paquistão informou que a entrega dos marinheiros às autoridades iranianas foi coordenada com o apoio de Washington e Teerã. A iniciativa foi descrita como uma "ação para fortalecer a confiança" entre as partes envolvidas.
Além da libertação da tripulação, o governo paquistanês comunicou que o navio será rebocado para águas territoriais do país para a realização de reparos necessários antes de ser devolvido aos seus proprietários.
O episódio ocorre em um cenário de fragilidade diplomática. Após o início do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã em fevereiro, foi estabelecido um cessar-fogo há quatro semanas. No entanto, a trégua não impediu confrontos navais e a apreensão mútua de navios comerciais entre Washington e Teerã.
Tentativas de negociações de paz foram conduzidas recentemente no Paquistão, mas ainda não resultaram em um acordo definitivo.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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