
Sol Sertão Online
Colunista
Um alto comandante militar do Irã alertou, neste sábado (2), sobre a probabilidade de a guerra com os Estados Unidos ser retomada. A declaração ocorre após o presidente Donald Trump manifestar insatisfação com a mais recente proposta enviada por Teerã para encerrar as hostilidades.
O conflito, que contou com bombardeios dos EUA e Israel contra o Irã e represálias iranianas contra aliados de Washington no Golfo, havia estabelecido um cessar-fogo em 8 de abril. No entanto, as tentativas de diálogo em Islamabad não prosperaram devido a divergências profundas sobre o programa nuclear iraniano e o controle do estreito de Hormuz.
A nova proposta do Irã, mediada pelo Paquistão, sugeria a reabertura da navegação em Hormuz e o fim do bloqueio americano aos portos iranianos. Em contrapartida, Teerã propôs que as discussões sobre o programa nuclear fossem adiadas, exigindo que os EUA reconhecessem seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos.
Donald Trump, contudo, descartou a iniciativa. O presidente americano afirmou não estar satisfeito com a oferta e atribuiu a estagnação dos diálogos a divisões internas na liderança iraniana. Questionado sobre os próximos passos, Trump foi enfático ao dizer que as opções variam entre tentar um acordo ou a destruição total do adversário.
Em resposta, Mohamad Jafar Asadi, inspetor-adjunto do comando militar central do Irã, afirmou que as Forças Armadas estão preparadas para qualquer ação imprudente dos americanos, acusando Washington de não respeitar acordos.
Embora Trump tenha notificado o Congresso de que as hostilidades haviam terminado, a presença militar dos EUA na região sugere cautela. Apesar da saída do porta-aviões USS Gerald Ford, outros 20 navios da Marinha americana, incluindo dois porta-aviões, permanecem posicionados.
A instabilidade no Oriente Médio já gera reflexos severos na economia mundial. O preço do petróleo atingiu nesta semana o valor de US$ 126 por barril, a marca mais alta em quatro anos. Além disso, o conflito se estende ao Líbano, onde Israel mantém ataques contra o grupo Hezbollah.
No campo diplomático, a crise atinge a Europa. O Pentágono anunciou a retirada de cerca de 5.000 militares da Alemanha, em um momento de incerteza sobre o compromisso dos EUA com a Otan diante das ambições russas. A medida ocorre em meio a atritos entre Trump e o premiê alemão, Friedrich Merz, que criticou a ausência de uma estratégia clara de Washington em relação ao Irã.
Referência: Informações adaptadas de UOL.
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