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Estudo do UNICEF revela fatores que impulsionam altas taxas de cesarianas no Brasil
Educação
Foto de Omar Lopez na Unsplash

Estudo do UNICEF revela fatores que impulsionam altas taxas de cesarianas no Brasil

SS

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Colunista

13 de julho de 2026
5 min de leitura

Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.


Fatores determinantes na escolha do parto

Um estudo conduzido pelo UNICEF identificou que a decisão entre o parto normal e a cesariana no Brasil é influenciada por fatores psicológicos, sociais e estruturais ao longo de toda a gestação. A pesquisa, realizada em Belém (PA) e São Paulo (SP), ouviu 94 gestantes e puérperas, além de 37 profissionais de saúde, para compreender por que muitas mulheres optam pela cirurgia mesmo desejando inicialmente o parto vaginal.

Os dados revelam índices elevados de cesarianas nas cidades analisadas: 69,28% em Belém e 56,19% em São Paulo. Na rede privada, esses números sobem para 80,41% e 71,05%, respectivamente, superando a frequência esperada para situações de urgência clínica.

No âmbito psicológico e social, o medo da dor e a baixa autonomia foram barreiras para o parto normal, enquanto a influência familiar variou conforme o sistema de saúde. No SUS, há maior incentivo ao parto vaginal, enquanto na rede privada predominam relatos positivos sobre a cesariana. A ausência de parceiros no pré-natal também foi apontada como um fator que contribui para a solicitação de cirurgias durante o trabalho de parto por falta de compreensão do processo.

Estruturalmente, a falta de orientações adequadas no pré-natal, o desconhecimento do Plano de Parto e o acesso limitado à analgesia dificultam escolhas informadas. O UNICEF recomenda o fortalecimento da preparação das gestantes, a ampliação da participação dos parceiros e a melhoria da organização dos serviços de saúde para garantir que a via de nascimento seja decidida com autonomia e assistência adequada.

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