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Sol Sertão Online
Colunista
Três navios petroleiros conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz neste domingo (10), em um momento de extrema volatilidade entre o Irã e os Estados Unidos. Entre as embarcações, destacou-se um navio do Catar transportando gás natural para o Paquistão, marcando a primeira passagem desse tipo desde o início do conflito.
A travessia da embarcação catari foi interpretada como um gesto de boa vontade do governo iraniano para com o Catar e o Paquistão, nações que atuam como mediadoras nas negociações para a redução das tensões. A carga é vital para o Paquistão, que enfrenta graves apagões devido à escassez de combustível.
Contudo, o Irã alertou que navios de países que apoiam as sanções impostas pelos Estados Unidos podem enfrentar restrições ao cruzar a rota, por onde circula cerca de 20% do petróleo consumido mundialmente. Parlamentares iranianos, inclusive, discutem a ampliação do controle estatal sobre o estreito para barrar embarcações de países considerados inimigos.
O presidente Donald Trump aguarda uma resposta oficial do Irã sobre uma proposta para encerrar as hostilidades e discutir temas sensíveis, como o programa nuclear iraniano. A urgência por um acordo aumenta devido à agenda do presidente americano, que deve viajar à China nesta semana.
Apesar dos esforços diplomáticos, o cenário permanece instável. O Kuwait reportou a presença de drones hostis em seu espaço aéreo, enquanto o Reino Unido confirmou o envio de um navio de guerra para a região para apoiar a segurança da navegação.
A tensão escalou após os Estados Unidos bombardearem dois petroleiros iranianos na última sexta-feira (8), sob a justificativa de que as embarcações tentavam romper o bloqueio naval. Em resposta, a Marinha do Irã prometeu reagir de forma "pesada", afirmando que mísseis e drones já estão posicionados para agir sob comando.
O chanceler iraniano, Abbas Aragchi, criticou a postura de Washington e afirmou que o país ampliou seu estoque de mísseis, enquanto a Casa Branca minimizou os ataques, alegando que a ação não violou o cessar-fogo vigente.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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