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Sol Sertão Online
Colunista
O governo do Irã anunciou, nesta sexta-feira (17), a reabertura total do Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica por onde transita grande parte do petróleo e dos fertilizantes consumidos mundialmente. A notícia provocou uma reação imediata no mercado financeiro, resultando na queda do preço do petróleo.
Após o anúncio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as negociações entre os dois países avançaram a ponto de não haver mais "pontos conflitantes" para a formalização de um acordo. Contudo, essa versão é veementemente contestada por Teerã. Através de mídias estatais e redes sociais, autoridades iranianas rebateram as falas de Trump e emitiram novas ameaças, mantendo a tensão diplomática.
Apesar da declaração oficial, a liberação da rota marítima apresenta sinais de instabilidade. Dados de tráfego marítimo revelam que, embora cerca de 20 navios tenham avançado em direção ao estreito na noite de sexta-feira, a maioria acabou recuando por motivos não esclarecidos.
Internamente, o governo iraniano demonstra divisões. A agência estatal Tasnim, vinculada à Guarda Revolucionária, classificou a reabertura como incompleta e criticou duramente o chanceler Abbas Araghchi. Segundo a agência, o anúncio de liberação total foi feito sem as explicações necessárias, criando ambiguidades sobre as reais condições de passagem.
A Guarda Revolucionária alertou que a reabertura poderá ser cancelada caso o bloqueio naval norte-americano seja mantido. Além disso, o Irã implementou novas regras rígidas para a travessia: navios comerciais agora devem obrigatoriamente coordenar e avisar as forças iranianas antes de atravessar o estreito.
O Ministério da Defesa do Irã reforçou que a proibição de trânsito permanece vigente para navios militares e embarcações ligadas a forças consideradas hostis.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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