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Sol Sertão Online
Colunista
Eunápolis, Bahia. Uma complexa rede de corrupção envolvendo altas esferas políticas e a gestão prisional facilitou a fuga de 16 detentos do presídio de Eunápolis, ocorrida em 12 de dezembro de 2024.
Investigações e delações premiadas revelaram que a ex-diretora da unidade, Joneuma Silva Neres, e o ex-deputado federal Uldurico Júnior participaram da articulação. De acordo com as apurações, o traficante Ednaldo Pereira Souza, conhecido como "Dadá", negociou a liberação dos presos mediante o pagamento de R$ 2 milhões por parte de uma facção criminosa.
As evidências apontam ainda que o ex-parlamentar frequentava a unidade prisional com o intuito de realizar negociações diretas com lideranças do crime organizado.
O juiz corregedor do complexo, Otaviano Sobrinho, afirmou que a evasão dos detentos provocou um aumento significativo nos índices de violência na região. Até o momento, 13 dos fugitivos permanecem foragidos da justiça.
Aproximadamente um ano e meio após o ocorrido, o Ministério Público da Bahia, com apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro, deflagrou uma operação na comunidade do Vidigal. O alvo principal era Dadá, que atuava em Caraíva e havia se refugiado na Rocinha, mas alugado um imóvel no Vidigal para celebrar o aniversário de sua filha.
Apesar do cerco policial, o criminoso conseguiu escapar por meio de uma passagem secreta na residência. A ação resultou na prisão de três pessoas, mas gerou transtornos a cerca de 200 turistas que ficaram ilhados no alto do Morro Dois Irmãos.
O grupo, que costuma frequentar a trilha para observar o nascer do sol, só conseguiu descer a comunidade por volta das 7h20, sob escolta de blindados e viaturas policiais, após a situação ser controlada.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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