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Início/Entreterimento
Entre o Amor e o Ódio: Livro resgata a trajetória dos grandes críticos musicais do Brasil
Entreterimento
Ezequiel Neves (no alto, à esquerda), Júlio Medaglia (no alto, à direita), Sérgio Cabral (de camisa verde) e Zuza Homem de Mello são enfocados no livro 'Meu odiado crítico' — Foto: Divulgação e reprodução / Montagem g1

Entre o Amor e o Ódio: Livro resgata a trajetória dos grandes críticos musicais do Brasil

SS

Sol Sertão Online

Colunista

29 de abril de 2026
5 min de leitura

A obra “Meu odiado crítico”, organizada por Miguel de Almeida e publicada pelas Edições Sesc, propõe um mergulho profundo no jornalismo cultural brasileiro dos últimos 70 anos. O livro reúne textos selecionados e perfis inéditos de quatro nomes fundamentais da crítica musical: Ezequiel Neves, Júlio Medaglia, Sérgio Cabral e Zuza Homem de Mello.

Os Protagonistas da Crítica

O livro detalha trajetórias distintas que moldaram a percepção da música no país. Ezequiel Neves é lembrado por seu estilo provocativo e pelo uso do deboche como ferramenta analítica. Júlio Medaglia, o único do grupo ainda em atividade, é reconhecido pelo rigor técnico e sua transição entre a música erudita e a popular.

Já Sérgio Cabral é exaltado por sua postura nacionalista e por dar visibilidade aos pioneiros do samba, retirando-os da marginalidade dos suplementos culturais da época. Por fim, Zuza Homem de Mello é apresentado como a referência máxima em jazz e música instrumental, destacando-se por sua relação próxima com ícones como João Gilberto.

A Arte da Análise e o Cenário Digital

Para o organizador Miguel de Almeida, a crítica musical é, em essência, uma forma de arte que documenta as transformações sociais e estéticas do Brasil. O livro argumenta que, embora as análises fossem pautadas pela urgência do lançamento, elas revelam as identidades de cada período histórico.

A obra também traz uma reflexão necessária sobre o declínio da crítica profissional com a ascensão da internet. O texto aponta que, no atual cenário de redes sociais, o rigor técnico tem sido substituído pela bajulação e pelo medo do “hate”, tornando o crítico musical — aquele que ousa desafinar o coro dos elogios automáticos — uma espécie em extinção.

Um Documento Histórico

Ao resgatar análises apaixonadas e rigorosas, “Meu odiado crítico” serve não apenas como um tributo a esses profissionais, mas como um documento essencial para compreender a evolução da música popular e erudita brasileira, evidenciando que a crítica, mesmo quando odiada pelos artistas, é vital para a preservação da história cultural.


Referência: Informações adaptadas de G1 Pop & Arte.

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