Sol Sertão Online
Colunista
A cinebiografia 'Michael' tem provocado reações contrastantes ao redor do mundo. Enquanto a crítica especializada apresenta avaliações rigorosas e negativas, os fãs do Rei do Pop aclamam a obra. No entanto, há um ponto de consenso absoluto entre ambos os grupos: a qualidade e a emoção das sequências musicais.
Com pouco mais de duas horas de duração, o longa dirigido por Antoine Fuqua utiliza a evolução artística de Michael Jackson para conduzir a narrativa. Interpretado por seu sobrinho, Jaafar Jackson, o astro é retratado desde a infância no quinteto Jackson 5 até o início da turnê 'Bad', no final dos anos 1980. O filme opta por priorizar os momentos icônicos nos palcos e estúdios em detrimento de aspectos da vida pessoal do cantor.
A obra resgata a essência do início da carreira, destacando a presença precoce de Michael no Jackson 5 com clássicos como "ABC" e "I'll Be There". Um dos pontos altos é a recriação da gravação de "I Want You Back" nos estúdios da Motown, onde a capacidade vocal do jovem artista deixa a equipe de produção impressionada.
Já na fase adulta, o filme explora a parceria fundamental com o produtor Quincy Jones. A cena de gravação de "Don't Stop 'Til You Get Enough" ilustra a concentração e o ritual de positividade de Michael antes de dar vida à faixa que elevaria sua carreira a um novo patamar global.
O longa também aborda a genialidade de Michael como performer. É retratado o processo de criação da coreografia de "Beat It", onde o artista, inspirado por reportagens sobre a rivalidade entre as gangues Bloods e Crips em Los Angeles, decide unir membros de ambos os lados para a dança.
Outro destaque é a produção do curta-metragem de "Thriller". O diretor Antoine Fuqua enfatiza o perfeccionismo de Michael Jackson, detalhando sua interferência minuciosa em cada tomada, momento em que a semelhança física entre Jaafar Jackson e seu tio é mais evidente.
O filme revisita a histórica apresentação de 25 anos da Motown, em 1983, onde o mundo testemunhou a primeira execução do moonwalk durante a performance de "Billie Jean", consolidando Michael como o maior entertainer de sua era.
A narrativa culmina com a Victory Tour, turnê imposta pelo pai, Joseph Jackson. Ao som de "Wanna Be Startin' Somethin'", o filme encerra o ciclo com o anúncio de Michael de que não voltaria a cantar com os irmãos, marcando o rompimento definitivo com a figura paterna.
Referência: Informações adaptadas de G1 Pop & Arte.
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