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Sol Sertão Online
Colunista
A Organização Mundial da Saúde (OMS) manifestou profunda preocupação com a rápida disseminação de um novo surto de ebola na República Democrática do Congo. O diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou para a escala e a velocidade da epidemia, que já contabiliza 513 casos suspeitos e 131 mortes.
O surto é provocado pelo vírus Bundibugyo, uma variante rara da doença para a qual ainda não existem vacinas ou tratamentos aprovados. A contenção inicial foi severamente prejudicada por testes que apresentaram resultados falso-negativos, pois eram voltados para a variante Zaire, a mais comum. Esse erro técnico permitiu que o vírus circulasse sem identificação por semanas.
A confirmação oficial da doença ocorreu apenas em 14 de maio, após a detecção de diversas mortes em Mongbwalu, uma região de mineração com intensa movimentação de pessoas. Entre os infectados está um médico americano que atuava em um hospital na cidade de Bunia.
A gravidade da situação levou a OMS a declarar emergência de saúde pública de interesse internacional. O vírus já ultrapassou as fronteiras congolesas, com a Uganda confirmando um caso e uma morte de pessoas que viajaram do Congo. Atualmente, as autoridades monitoram casos em Bunia, Goma, Butembo, Mongbwalu e Nyakunde.
O cenário é agravado por uma crise humanitária no leste do Congo, marcada por conflitos armados e deslocamentos forçados. Apenas na região de Ituri, mais de 273 mil pessoas vivem como deslocados internos, o que dificulta drasticamente o acesso a serviços básicos de saúde e a implementação de barreiras sanitárias.
O ebola é uma enfermidade viral grave e frequentemente fatal. A transmissão ocorre por meio do contato direto com fluidos corporais, como sangue, vômito e sêmen. Os sintomas característicos incluem:
Febre, dor de cabeça, dores musculares, fraqueza extrema, diarreia, vômitos, dor abdominal e sangramentos inexplicáveis.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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