%2Fhttps%3A%2F%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a%2Finternal_photos%2Fbs%2F2026%2Fm%2FC%2FAHAOsDSLO5crFD96wkhw%2Ffotojet-2026-04-10t170149.103.jpg&w=3840&q=75)
Sol Sertão Online
Colunista
A apuração dos votos para a eleição presidencial no Peru foi adiada e, no mínimo, até esta segunda-feira (13), a definição do próximo líder do país ainda é incerta. Milhares de eleitores, tanto no território peruano quanto no exterior, foram impedidos de exercer seu direito ao voto neste domingo (12) devido a falhas logísticas.
Em resposta aos contratempos, as autoridades eleitorais anunciaram que aproximadamente 63.300 moradores da capital, Lima, terão a oportunidade de votar nesta segunda-feira. A extensão do prazo, comunicada após o início da contagem dos votos na noite de domingo, também abrange peruanos registrados para votar em Orlando, na Flórida, e em Paterson, em Nova Jersey.
O voto é obrigatório no Peru para cidadãos entre 18 e 70 anos, com multas que podem chegar a US$ 32 (aproximadamente R$ 160,71) para quem não comparecer.
A disputa presidencial conta com um número recorde de 35 candidatos, incluindo um ex-ministro, um comediante e uma herdeira política. Em meio a mais de 35% das urnas apuradas durante a madrugada de segunda-feira, Keiko Fujimori aparecia na liderança, seguida de perto por Rafael López Aliaga, com uma margem apertada para o terceiro colocado, Jorge Montesinos. Diante do eleitorado profundamente dividido e da vasta quantidade de concorrentes, um segundo turno é considerado praticamente certo, já que nenhum candidato atingiu a marca de 50% dos votos para vencer no primeiro turno.
A eleição acontece em um contexto de crescente criminalidade e corrupção, fatores que alimentam um descontentamento generalizado entre os eleitores, muitos dos quais percebem os candidatos como desonestos e despreparados. Em resposta às preocupações com a segurança, diversas propostas foram apresentadas, como a construção de mega prisões e o restabelecimento da pena de morte para crimes graves.
Um total de mais de 27 milhões de pessoas estão aptas a votar no Peru, sendo que cerca de 1,2 milhão se registraram para votar no exterior, com concentração nos Estados Unidos e na Argentina.
Paralelamente à eleição presidencial, os peruanos também estão escolhendo os membros de um Congresso bicameral, uma novidade após mais de 30 anos. Reformas legislativas recentes conferiram poder significativo à nova câmara alta.
A fragmentação política se reflete também no cenário parlamentar, com a expectativa de que o Congresso seja composto por diversos pequenos grupos, o que dificultará a governabilidade para o próximo presidente, que provavelmente não contará com maioria própria.
O Peru tem enfrentado uma profunda instabilidade política nas últimas décadas, tendo registrado 9 presidentes nos últimos 10 anos, sendo três eleitos e sete interinos. O presidente eleito nesta disputa será o décimo em uma década.
Um dado preocupante é que todos os presidentes eleitos neste século no Peru acabaram respondendo a processos judiciais por escândalos de corrupção, e um deles tentou um autogolpe de Estado.
Referência: Informações adaptadas de G1.
Carregando autenticação...
Carregando comentários...