
Sol Sertão Online
Colunista
Pequim – Menos de uma semana após a recepção ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o líder chinês, Xi Jinping, recebe nesta terça-feira (19) o presidente da Rússia, Vladimir Putin. A visita de Estado é vista como um movimento calculado para demonstrar a solidez da aliança entre Pequim e Moscou diante de um cenário geopolítico instável.
O encontro ocorre em um momento crítico, onde ambas as potências avaliam suas relações com a administração Trump e discutem a possibilidade de intervir no conflito entre EUA e Irã. A proximidade entre Xi e Putin, que já se reuniram mais de 40 vezes, visa promover uma visão de mundo multipolar, desafiando a liderança unilateral dos Estados Unidos e seu sistema de alianças tradicionais.
De acordo com Yury Ushakov, assessor do Kremlin, a agenda deve focar no estabelecimento de um "novo tipo de relações internacionais", reforçando a cooperação em segurança, comércio e diplomacia.
Para a Rússia, a visita ocorre sob a pressão de perdas militares no conflito na Ucrânia, que já dura mais de quatro anos. A China tornou-se um parceiro vital para a sobrevivência econômica de Moscou, sendo a principal compradora de petróleo bruto russo e fornecedora de bens de dupla utilização essenciais para o esforço de guerra.
Um dos pontos centrais das discussões será o gasoduto Força da Sibéria 2, projeto estratégico de energia que visa aprofundar ainda mais a interdependência entre as duas nações.
O conflito no Oriente Médio também ocupa lugar de destaque na pauta. Tanto China quanto Rússia mantêm parcerias estreitas com Teerã, auxiliando o país a contornar sanções americanas. Recentemente, a China buscou consenso com Trump sobre a desnuclearização do Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz.
Agora, questiona-se se Pequim e Moscou aceitarão o papel de garantidores de segurança em um eventual processo de paz no Irã. Embora isso possa gerar boa vontade com Washington, a decisão exige cautela para não comprometer as ambições globais e as parcerias estratégicas já estabelecidas com o governo iraniano.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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