Sol Sertão Online
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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
No Afeganistão, a proibição do acesso de meninas com mais de 12 anos à educação formal, imposta pelo Talibã há quase cinco anos, reduziu drasticamente as perspectivas de carreira para milhões de jovens. Diante do bloqueio escolar, muitas meninas veem o casamento forçado como a única alternativa restante, resultando em situações de vulnerabilidade e isolamento social.
Relatos de jovens como Alia, que viajou para Cabul para cursar inglês em instituições privadas, e Shama, que foi pressionada a casar aos 18 anos para evitar questionamentos do regime, ilustram a realidade local. Enquanto famílias com recursos buscam alternativas limitadas, a maioria das jovens enfrenta a pressão familiar e a falta de amparo institucional.
Segundo a ONU, se a proibição persistir até 2030, mais de dois milhões de meninas terão sido privadas de educação além do nível primário. Esse cenário é agravado por uma crise econômica onde três em cada quatro pessoas não conseguem suprir suas necessidades básicas, tornando a dependência do casamento ainda mais prevalente.
Embora porta-vozes do governo talibã aleguem que estão trabalhando em questões de segurança e promovendo licenças comerciais para mulheres, a realidade legislativa caminha no sentido oposto. Recentemente, foram transformadas em lei regras que implicam a aprovação legal do casamento infantil, nas quais o silêncio da menor pode ser interpretado como consentimento.
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