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Sol Sertão Online
Colunista
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para a gravidade do surto da variante Bundibugyo do Ebola no leste da República Democrática do Congo. Com a disseminação do vírus para Uganda, onde já foram identificados casos confirmados, a situação tornou-se crítica: as autoridades contabilizam mais de 500 casos suspeitos e ao menos 130 mortes ligadas à epidemia.
A representante da OMS no país, Anne Ancia, destacou que a escassez de testes específicos está comprometendo a resposta rápida ao surto. Atualmente, a região afetada consegue processar apenas seis testes por hora para a cepa Bundibugyo, uma variante rara que não possui vacinas ou tratamentos aprovados. Esse déficit técnico retardou a identificação da epidemia e gera incertezas sobre a real magnitude do contágio.
Durante a 79ª Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, especialistas discutem a possibilidade de utilizar vacinas desenvolvidas para outras linhagens do vírus de forma emergencial. O foco está na vacina Ervebo, da farmacêutica Merck, aprovada para a cepa Zaire, que apresentou sinais de proteção cruzada em estudos animais. A decisão final sobre a implementação caberá aos governos do Congo e de Uganda.
No campo do diagnóstico, a empresa BioFire Defense informou que está ampliando a produção de um painel de testes capaz de detectar múltiplas variantes do Ebola, incluindo a Bundibugyo, visando dar suporte às autoridades de saúde pública.
A resposta ao surto enfrenta sérios obstáculos orçamentários. A OMS relatou que a redução global de recursos para a saúde impactou diretamente as operações no Congo, citando cortes em financiamentos internacionais. O Escritório das Nações Unidas para Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) revelou ter recebido apenas 34% dos R$ 7,9 bilhões solicitados para ações humanitárias no país este ano.
Além da crise financeira, a instabilidade de segurança no leste do Congo, marcada por conflitos armados e dificuldades logísticas, é apontada por pesquisadores como um fator que dificulta tanto a contenção da doença quanto a realização de estudos clínicos essenciais.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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