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Sol Sertão Online
Colunista
O dólar encerrou a última segunda-feira (13) cotado a R$ 4,99, marcando a primeira vez desde março de 2024 que a moeda americana fecha abaixo da barreira dos R$ 5.
A desvalorização da moeda reflete, em grande medida, a instabilidade global provocada pelas movimentações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Esse cenário tem levado investidores a buscar alternativas em mercados emergentes, com destaque para o Brasil. Além disso, a elevada taxa de juros real brasileira atrai capital estrangeiro, aumentando a oferta de dólares no país e pressionando a cotação para baixo.
No campo geopolítico, a guerra no Oriente Médio, iniciada em fevereiro, havia mantido a moeda em patamares elevados em março. Contudo, a sinalização de um possível acordo de paz e um frágil cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã em abril contribuíram para a nova tendência de baixa.
Analistas apontam ainda que a desvalorização global pode ser parte de uma estratégia deliberada da gestão Trump para enfraquecer a moeda americana, visando tornar a produção interna dos EUA mais lucrativa e reduzir a dependência de importações.
Diante da volatilidade do mercado, especialistas alertam que a resposta sobre ser este o momento ideal para comprar não é simples. A recomendação principal é que a aquisição da moeda seja feita de forma gradual e diluída, permitindo que o investidor equilibre o preço médio e evite o risco de comprar grandes volumes em um momento de instabilidade.
Para quem foca em investimento, a orientação é tratar o dólar como um instrumento de proteção patrimonial, mantendo parte dos ativos dolarizados independentemente do cenário imediato. A diversificação é vista como a melhor saída, especialmente considerando que as projeções de mercado indicam que a moeda possa encerrar o ano de 2026 acima de R$ 5,37.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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