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Sol Sertão Online
Colunista
A moeda americana registrou uma queda significativa nesta segunda-feira (13), fechando abaixo da marca de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos. O movimento é reflexo direto de incertezas geradas pelas recentes decisões de política externa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que têm levado investidores a buscarem alternativas de investimento fora do mercado norte-americano.
O cenário de instabilidade foi agravado pelo fracasso nas negociações de um acordo de paz entre os EUA e o Irã. Como resposta, Trump determinou o bloqueio do Estreito de Ormuz para navios que circulem em rotas ligadas a portos iranianos. A medida reacendeu alertas sobre uma nova alta nos preços do petróleo, que atualmente oscilam em torno de US$ 100.
A desvalorização do dólar ocorre porque, diante da insegurança nos EUA, investidores internacionais passam a enxergar melhores oportunidades em ativos brasileiros. Esse fluxo de capital estrangeiro para a bolsa e outros setores do Brasil aumenta a venda de dólares e a compra de reais, elevando a oferta da moeda americana e pressionando seu preço para baixo.
Além da instabilidade externa, outros elementos favorecem a moeda brasileira, como o diferencial de juros entre a taxa básica do Brasil e a dos Estados Unidos. O Brasil também se beneficia por ser um exportador líquido relevante de commodities, o que fortalece a balança comercial e melhora as contas externas do país.
Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, embora a sessão tenha iniciado em alta, o movimento perdeu força com a melhora gradual do humor externo e sinais de possível recuperação das bolsas em Nova York.
A tendência de recuo do dólar vem se consolidando desde o ano passado. Em 2025, a moeda americana acumulou uma baixa de 11,8% frente ao real, representando o maior recuo em quase dez anos, sendo superado apenas pela queda de 17,8% ocorrida em 2016. Esse ciclo é impulsionado pela expectativa de juros mais baixos nos EUA e pelo aumento das incertezas políticas internas naquele país.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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