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Sol Sertão Online
Colunista
Uma experiência que foge do comum e desafia a previsibilidade: Maria Eduarda Souza, de 27 anos, viveu a emoção de dar à luz seus dois filhos no banheiro de sua residência. Em ambos os casos, o trabalho de parto avançou de forma surpreendentemente rápida, impossibilitando o deslocamento até a unidade hospitalar.
Esses eventos são classificados como parto precipitado, popularmente conhecido como “parto a jato”, caracterizado por nascimentos que ocorrem em poucas horas ou até minutos após o início do trabalho de parto efetivo. No primeiro nascimento, Maria Eduarda não tinha indícios de que a gestação terminaria de forma tão acelerada. Após um dia de cólicas leves, a bolsa rompeu por volta das 22h. O que se seguiu, porém, foi inesperado: as contrações tornaram-se intensas e extremamente próximas, com um intervalo de cerca de dez minutos para cinco contrações. Rapidamente acionada, a enfermeira não teve tempo de chegar à residência. Em questão de minutos, Maria Eduarda sentiu a pressão característica da fase expulsiva e dirigiu-se ao banheiro, onde o bebê nasceu momentos antes da chegada da profissional.
Quase três anos depois, a segunda gestação seguiu um curso inicial semelhante, com a bolsa rompendo e um período de espera em casa, pois o quadro era considerado estável. No entanto, a noite trouxe novamente a reviravolta. Por volta da meia-noite, contrações cada vez mais rápidas e, em seguida, a dor intensa que sinalizava a fase final. Sem tempo para chegar ao hospital, Maria Eduarda novamente se dirigiu ao banheiro. Desta vez, o intervalo entre a ligação para uma prima enfermeira e o nascimento da filha foi de aproximadamente nove minutos.
O ginecologista Eduardo Motta explica que o parto precipitado ocorre quando a dilatação progride de forma excepcionalmente acelerada. A multiparidade, ou seja, já ter tido outros partos, é apontada como o principal fator isolado para gestações com partos mais rápidos, pois o colo do útero tende a dilatar com mais facilidade e os tecidos oferecem menor resistência. Outros elementos também podem influenciar o processo.
Um dos desafios nesses casos é o reconhecimento do estágio avançado do parto, com sinais como o coroamento, quando a cabeça do bebê já é visível. Nesse ponto, o parto é iminente e, na maioria das vezes, o deslocamento seguro para o hospital torna-se inviável.
Apesar de os dois bebês de Maria Eduarda terem nascido bem, partos muito rápidos aumentam o risco de lacerações, pois os tecidos não têm tempo de se adaptar adequadamente. Maria Eduarda precisou de atendimento para sutura em ambas as ocasiões. Outros riscos incluem a possibilidade de hemorragias e a necessidade de intervenções médicas mais urgentes. Por isso, a recomendação médica é sempre procurar atendimento hospitalar o mais rápido possível, mesmo que o nascimento ocorra em casa.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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