%2Fhttps%3A%2F%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a%2Finternal_photos%2Fbs%2F2026%2FR%2Fn%2FYTLb6rQeCGPKRSVOzpJA%2Fpre-candidatos.jpg&w=3840&q=75)
Caio Alves da Gama
Colunista
A corrida presidencial para 2026 começa a tomar forma com oito nomes já anunciados como pré-candidatos. O atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, busca a reeleição, e segundo as pesquisas mais recentes, encontra no senador Flávio Bolsonaro seu principal oponente.
A lista de aspirantes ao cargo ganhou novos nomes nos últimos dias: o ex-deputado Cabo Daciolo, que já concorreu em 2018, e o renomado escritor Augusto Cury. As candidaturas, contudo, ainda não são oficiais. O processo de formalização ocorrerá entre julho e agosto, com as convenções partidárias e o subsequente registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O presidente Lula visa conquistar seu quarto mandato, o que seria inédito na história do país. Esta seria sua sétima disputa presidencial. Após vencer Jair Bolsonaro em 2022, Lula inicialmente declarou que não tentaria um novo mandato, mas gradualmente mudou seu discurso, indicando que poderia ser candidato caso estivesse com boa saúde. Em outubro de 2025, reafirmou sua intenção de disputar para defender os programas sociais de seu governo. Lula completará 81 anos em outubro, tornando-se o candidato mais velho a disputar uma eleição presidencial no Brasil. As pesquisas mais recentes o colocam na liderança no primeiro turno e em empate com Flávio Bolsonaro no segundo turno.
O senador Flávio Bolsonaro anunciou em dezembro que foi escolhido por seu pai, Jair Bolsonaro, para ser o candidato. Essa decisão frustrou outros nomes que esperavam o apoio do ex-presidente, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. As pesquisas eleitorais divulgadas desde então consolidam Flávio Bolsonaro como o principal nome do campo opositor, aparecendo em segundo lugar em todos os cenários de primeiro turno e em empate com Lula no segundo. Ele defende a anistia para seu pai, que se encontra preso, e para outros condenados pela tentativa de golpe após a eleição de 2022.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, trocou de partido no início do ano para viabilizar seu projeto presidencial, migrando do União Brasil para o PSD. Com a desistência de Ratinho, Caiado superou Leite e foi o escolhido por Gilberto Kassab, presidente do PSD. Caiado, de 76 anos, é governador de Goiás desde 2019. Ele já foi senador e deputado federal, tendo concorrido à presidência em 1989, quando terminou em 10º lugar. Nas pesquisas mais recentes, possui 4% das intenções de voto. Ao anunciar sua candidatura, apresentou-se como uma alternativa à polarização entre Lula e a família Bolsonaro, mas também defendeu a anistia ao ex-presidente e aos demais condenados pela tentativa de golpe.
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema, renunciou ao mandato para disputar a eleição pelo Novo. Ele já havia anunciado sua intenção em 2025. Empresário, Zema é novato na política, tendo chegado ao governo do estado em 2018 e vencido em primeiro turno em 2022. Aos 61 anos, busca agora uma posição no cenário nacional. Na pesquisa Quaest de março, registra entre 2% e 3% das intenções de voto.
Renan Santos, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), é pré-candidato pelo partido Missão, que ele mesmo dirige e que reúne integrantes do grupo militante surgido após os protestos de junho de 2013. O Missão é o partido mais recente registrado no TSE. Renan Santos, de 42 anos, disputará sua primeira eleição. A pesquisa Quaest mais recente indica entre 1% e 2% de suas intenções de voto.
O ex-deputado federal Aldo Rebelo, veterano da política e crítico da esquerda nos últimos anos, é pré-candidato pelo Democracia Cristã. Rebelo tem um histórico de militância contra a ditadura, foi deputado por seis mandatos, presidente da Câmara e ministro de governos petistas. Após se afastar do PCdoB, passou pelo MDB e foi secretário de Ricardo Nunes. Na pesquisa Quaest de março, registra entre 1% e 2% das intenções de voto.
O ex-deputado Cabo Daciolo anunciou sua pré-candidatura pelo partido Mobiliza (antigo PMN). Em 2018, concorreu pelo Patriota e obteve cerca de 1,3 milhão de votos. Ficou conhecido pelo bordão "Glória a Deus" e por suas falas de cunho religioso nos debates. Daciolo ganhou notoriedade em 2011 ao liderar uma greve de bombeiros no Rio de Janeiro.
O psiquiatra e escritor de best-sellers Augusto Cury, de 67 anos, é mais um nome a se juntar à disputa. Com mais de 42 milhões de livros vendidos em mais de 70 países, Cury declarou que seu objetivo é "contribuir para a construção do Brasil dos nossos sonhos". Sua pré-candidatura foi anunciada pelo partido Avante, que se posiciona, segundo a legenda, como "protagonista na construção de um novo caminho para o país".
As datas para o primeiro turno da eleição presidencial estão marcadas para 4 de outubro de 2026, com o segundo turno previsto para 25 de outubro do mesmo ano.
Referência: Informações adaptadas de G1.
Carregando autenticação...
Carregando comentários...