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Sol Sertão Online
Colunista
Manter hábitos diários simples, como uma refeição matinal nutritiva, sono reparador e atividade física regular, pode ser o segredo para enfrentar adversidades com maior equilíbrio. Uma pesquisa recente da Universidade de Binghamton reforça essa ideia, associando esses comportamentos ao desenvolvimento da flexibilidade psicológica, uma competência fundamental para lidar com desafios.
A flexibilidade psicológica é definida como a capacidade de ajustar pensamentos, emoções e comportamentos diante de cenários em constante mutação, agindo de maneira equilibrada e construtiva. Na prática, isso significa evitar a rigidez e a paralisia diante de situações estressantes.
De acordo com a pesquisadora Lina Begdache, indivíduos com essa habilidade conseguem criar uma distância emocional de momentos difíceis, processar seus sentimentos e responder de forma mais ponderada. Um exemplo ilustrativo é o de alguém que perde um voo: em vez de sucumbir ao pânico, essa pessoa mantém a calma, compreende a situação e busca soluções alternativas, mesmo sentindo o desconforto inicial do estresse.
O estudo, conduzido com aproximadamente 400 estudantes universitários, examinou a relação entre alimentação, sono, exercícios físicos e saúde mental. Os resultados indicam que as práticas cotidianas exercem uma influência direta sobre a flexibilidade psicológica e, por consequência, sobre a resiliência.
A pesquisa também aponta que a baixa flexibilidade psicológica – caracterizada pela rigidez de pensamento e dificuldade de adaptação – está ligada a comportamentos menos saudáveis. Esses fatores podem comprometer a capacidade de gerenciar emoções e lidar com situações de pressão.
O médico nutrólogo Durval Ribas Filho ressalta que o café da manhã é crucial para reativar o organismo após o jejum noturno, promovendo mais energia, estabilidade da glicemia e melhor disposição mental. Embora os benefícios cognitivos de uma refeição matinal equilibrada em adultos possam ser modestos, eles são consistentes, especialmente para a memória.
Manter o hábito de consumir um café da manhã equilibrado frequentemente se correlaciona com uma rotina mais organizada de sono, alimentação e autocuidado, impactando positivamente o humor.
Os nutrientes mais associados à melhora da saúde mental e à resposta ao estresse incluem ômega-3, vitaminas do complexo B, vitamina D, magnésio, zinco e antioxidantes. No entanto, o maior benefício geralmente não provém de um nutriente isolado, mas sim de um padrão alimentar saudável, priorizando alimentos in natura ou minimamente processados. O cérebro responde melhor a uma dieta de qualidade como um todo, em vez de soluções pontuais.
Os autores do estudo enfatizam que não são apenas a dieta ou o estilo de vida que conferem resiliência. Esses fatores atuam no desenvolvimento da flexibilidade psicológica, que é o elemento chave para fortalecer a capacidade de enfrentar o estresse.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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