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Sol Sertão Online
Colunista
A equipe econômica do governo projeta que as despesas totais da União alcancem R$ 2,63 trilhões em 2026. O valor representa um crescimento real de 7,95% (R$ 194 bilhões) em relação a 2025, quando os gastos somaram R$ 2,44 trilhões. O montante previsto para o ano eleitoral supera em 3,2 vezes o limite de 2,5% estabelecido pelas regras do arcabouço fiscal.
O aumento é impulsionado principalmente por despesas obrigatórias, que não podem ser cortadas. A Previdência Social deve registrar uma alta real de 7,6%, o que equivale a quase R$ 80 bilhões adicionais. Esse crescimento é reflexo da política de reajuste do salário mínimo acima da inflação e dos esforços governamentais para reduzir a fila do INSS.
Além disso, os gastos com servidores públicos devem saltar para R$ 457 bilhões, um crescimento real de quase 12% (R$ 47 bilhões). Esse aumento decorre da retomada de reajustes salariais e da ampliação de benefícios, como o vale-alimentação.
Para tentar cumprir as metas fiscais diante da expansão dos gastos obrigatórios, o governo terá que comprimir as chamadas despesas discricionárias (gastos livres). Especialistas alertam que a manutenção do modelo atual pode tornar o arcabouço fiscal insustentável a longo prazo, sugerindo a necessidade de uma nova reforma fiscal no futuro.
Essa dinâmica de gastos pressiona a inflação e contribui para a manutenção de juros elevados — com a taxa Selic atualmente em 14,5% ao ano. O ciclo de gastos crescentes e juros altos eleva a dívida pública brasileira, superando a de outros países emergentes e da Zona do Euro, o que acaba restringindo o crescimento do setor produtivo.
Diante desse cenário, economistas do mercado financeiro defendem a necessidade de reformas mais profundas, incluindo revisões administrativas, novas mudanças previdenciárias e a desindexação de despesas com saúde e educação para garantir a solvência do Estado e a estabilidade econômica do país.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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