%2Fhttps%3A%2F%2Fi.s3.glbimg.com%2Fv1%2FAUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a%2Finternal_photos%2Fbs%2F2024%2Fs%2Fc%2FdE7h6oRVAXFNLyMWEqtg%2Fimagem-de-cookie-studio-no-freepik.jpg&w=3840&q=75)
Sol Sertão Online
Colunista
O governo federal lançou, na última segunda-feira (4), o Desenrola 2.0, um programa focado na renegociação de dívidas para ajudar milhões de cidadãos a recuperarem sua saúde financeira. A medida é voltada para brasileiros com renda mensal de até R$ 8.105 e oferece descontos que variam entre 30% e 90%, dependendo da natureza do débito.
Embora a iniciativa seja vista com otimismo por quem busca quitar pendências, especialistas alertam que o programa atua nos sintomas, mas não na causa do endividamento crônico no Brasil. Para analistas do setor, o efeito tende a ser imediato, facilitando a reinserção do consumidor no crédito, mas sem garantir que a inadimplência não retorne.
A planejadora financeira Myrian Lund destaca que o problema não reside apenas nas taxas de juros, mas no excesso de crédito disponível para a população. Segundo a especialista, a renegociação deveria vir acompanhada de ações intensas de educação financeira para gerar resultados duradouros.
Relatos de consumidores evidenciam que a perda do controle financeiro muitas vezes ocorre por impulsividade, pressões sociais ou imprevistos graves. Casos de mistura entre contas pessoais e empresariais, uso desenfreado de cartões de crédito e até fraudes bancárias após roubos de aparelhos celulares são gatilhos comuns que levam ao colapso do orçamento.
Além do prejuízo monetário, o endividamento gera impactos severos na saúde mental. O coordenador de ciências contábeis da Unicid, Wagner Pagliato, explica que a situação pode desencadear estresse, ansiedade e sentimentos de culpa, transformando a dívida em um problema comportamental e emocional.
Para quem deseja romper o ciclo de dívidas, a recomendação fundamental é a realização de um diagnóstico financeiro detalhado, listando todas as obrigações e a renda real disponível. Especialistas sugerem a adoção de uma "economia de guerra", poupando o máximo possível para liquidar os débitos à vista, o que geralmente garante descontos maiores nas negociações com os bancos.
A cautela é a palavra de ordem. A planejadora Mônica Cardoso reforça que a renegociação deve ser feita com planejamento rigoroso para evitar que a solução de hoje se transforme em uma nova dívida no futuro.
Referência: Informações adaptadas de G1.
Carregando autenticação...
Carregando comentários...