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Sol Sertão Online
Colunista
O que começou como uma ideia improvável tornou-se uma prova de resistência extrema. O inglês Ollie Jenks e o canadense Seth Scott completaram a travessia do continente africano conduzindo um Reliant Robin, um veículo britânico de três rodas conhecido por sua simplicidade e baixa potência.
O plano consistia em partir de Londres e chegar ao extremo sul da África, percorrendo cerca de 22,5 mil quilômetros e atravessando 22 países. O objetivo principal era estabelecer o recorde de maior trajeto já realizado com um veículo de três rodas. O carro, batizado de "Sheila", foi descrito por Jenks como o modelo mais inadequado possível para enfrentar desertos, montanhas e florestas tropicais, sendo originalmente projetado para trajetos curtos e urbanos nos anos 1970.
A expedição, que durou mais de 120 dias e contou com financiamento coletivo e patrocinadores, foi marcada por situações de alta tensão. A dupla enfrentou uma tentativa de golpe de Estado no Benin e atravessou o norte da Nigéria durante ataques aéreos contra alvos do Estado Islâmico. Em Camarões, a fragilidade do pequeno carro contrastou com a necessidade de uma escolta militar por quase 500 quilômetros em zonas de conflito separatistas.
A manutenção da "Sheila" foi um desafio constante. Em Gana, a quebra do câmbio limitou o veículo a trafegar apenas na quarta marcha; em Camarões, o motor parou completamente. A continuidade da viagem só foi possível graças ao apoio de desconhecidos e entusiastas do modelo no Reino Unido, que providenciaram peças e novos motores. Em um dos episódios mais inusitados, o veículo precisou ser transportado em um caminhão de gado para alcançar uma oficina.
Apesar do superaquecimento no deserto da Namíbia, a dupla alcançou a Cidade do Cabo no mês passado. O veículo, agora marcado pelo desgaste da jornada, chegou a ser exibido em um showroom de luxo na África do Sul, atraindo mais atenção do que modelos de marcas como Porsche e Mercedes.
Após passar por um processo de restauração, o carro seguirá para o Quênia e a Turquia, antes de retornar ao Reino Unido, onde deverá integrar o acervo do London Transport Museum.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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