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Sol Sertão Online
Colunista
Apesar dos compromissos firmados internacionalmente em 2023 para frear as mudanças climáticas através da redução de combustíveis fósseis, a realidade global demonstra que a transição energética enfrenta barreiras profundas. O cenário atual, agravado por conflitos no Oriente Médio, revela que a dependência do "ouro negro" continua a ditar a segurança energética e a estabilidade econômica mundial.
A dificuldade em abandonar o petróleo reside na íntima ligação dos mercados financeiros com os hidrocarbonetos. Países como Arábia Saudita, Kuwait e Iraque possuem economias totalmente centradas no recurso. No Brasil, a importância é similar: a retirada da Petrobras da balança comercial poderia desestabilizar a economia nacional, dado que o petróleo é um dos principais produtos de exportação do país.
Outras nações, como a Colômbia, enfrentam desafios semelhantes, onde a promessa de encerrar novos contratos de exploração depende de alívios em dívidas soberanas para se tornar viável.
O cenário político global também impõe retrocessos. A postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, exemplificada pelo slogan "drill, baby, drill", prioriza a expansão da exploração petrolífera, ignorando as metas de descarbonização. Esse movimento, aliado ao avanço de pautas de extrema direita, coloca o lucro imediato acima da luta contra o aquecimento global.
Além disso, a influência de gigantes do setor, como ExxonMobil e Aramco, é sentida nos bastidores de conferências da ONU. Com o apoio de grandes consultorias, essas empresas atuam para adiar mudanças regulatórias que impactariam seus lucros.
Mesmo diante dos entraves, há avanços concretos. Segundo a Irena, as energias renováveis atingiram a marca recorde de quase 50% da capacidade elétrica global em 2025. A China, embora seja a maior emissora de gases poluentes, lidera a expansão de capacidades eólicas e solares.
Exemplos positivos também surgem no Paquistão, onde a energia solar tornou-se fundamental, e em diversas regiões da Austrália e dos Estados Unidos, onde a transição energética já resultou na redução direta do custo da conta de luz para a população.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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