
Sol Sertão Online
Colunista
O confronto entre Palmeiras e Jacuipense, válido pela quinta fase da Copa do Brasil, traz consigo uma história de superação e coincidências do destino. O protagonista é Adriano Michael Jackson, ex-atacante e artilheiro do Verdão em 2011, que hoje integra a comissão técnica do clube baiano e verá o filho, Adriano Júnior, enfrentar o time onde o pai deixou sua marca.
Natural de Valença, na Bahia, a trajetória de Adriano no futebol profissional começou com um apoio fundamental de Romário. Durante avaliações no America-RJ, o "Baixinho" acompanhava os testes e teve papel decisivo na contratação do jovem atleta, que se destacou mesmo jogando fora de sua posição original de extremo.
O apelido que o acompanharia por toda a carreira nasceu de forma inusitada em 2009. Atendendo a um pedido de um torcedor que lhe entregou uma luva branca em homenagem ao Rei do Pop, Adriano marcou um gol e celebrou com uma dança improvisada, batizando-se como "Adriano Michael Jackson".
Após passagens marcantes pelo Bahia, onde ajudou o Esquadrão a subir para a Série A em 2010, Adriano chegou ao Palmeiras. No clube paulista, atingiu a artilharia da Copa do Brasil de 2011. Um dos episódios mais lembrados de sua passagem foi a aposta com o técnico Luiz Felipe Scolari.
Felipão prometera dançar se o atacante marcasse três gols em uma partida. Adriano, porém, superou a expectativa e anotou quatro gols contra o Comercial-PI. Com bom humor, o treinador alegou que a aposta era especificamente para três gols, escapando assim de cumprir a promessa da dancinha.
A carreira de Adriano também teve capítulos internacionais. Após enfrentar as dificuldades climáticas e a solidão em sua passagem pela China, o atleta encontrou seu ápice na Coreia do Sul. Defendendo clubes como Daejeon, FC Seoul e Jeonbuk, ele se tornou artilheiro da Liga Coreana e da Champions da Ásia, consolidando-se como um dos grandes nomes estrangeiros no país.
Atualmente, Adriano Michael Jackson dedica-se à comissão técnica do sub-20 do Jacuipense. Mais do que o trabalho profissional, ele vive a alegria de mentorar o filho, Adrianinho, de 17 anos. O jovem já estreou no elenco principal do Leão do Sisal, acumulando seis jogos e dois gols.
Para o duelo contra o Palmeiras, Adriano admite ansiedade e nostalgia. "Como ex-atleta do Palmeiras e do Jacuipense, fico muito feliz. Meu filho brincava de bola comigo no CT do Palmeiras e hoje tem a oportunidade de jogar contra eles", revela. Dividido entre as duas bandeiras, o ex-jogador confessa que sua maior torcida é para que o filho brilhe e, quem sabe, balance as redes na partida.
Referência: Informações adaptadas de Ogol.
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