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Sol Sertão Online
Colunista
As coreografias virais, impulsionadas principalmente pelo TikTok desde a pandemia de covid-19, tornaram-se parte integrante da cultura juvenil. No entanto, o fenômeno gera debates entre especialistas sobre os impactos reais no desenvolvimento de crianças e adolescentes.
Segundo a pedagoga e pesquisadora da UFPE, Glenda Malta, as tendências digitais podem trazer vantagens significativas. Entre elas, destacam-se o sentimento de pertencimento a grupos, o estímulo à criatividade e a familiaridade com novas linguagens tecnológicas. Além disso, a prática das danças auxilia na psicomotricidade, no ritmo e na coordenação, servindo como um combate imediato ao sedentarismo.
Apesar dos ganhos, os malefícios podem superar os benefícios, especialmente para as crianças menores. Um estudo do Global Education Journal aponta que o uso abusivo dessas redes pode levar à dependência e comprometer a concentração escolar. Existe ainda a preocupação com a reprodução de conteúdos ou danças inadequadas para a faixa etária.
Dados da pesquisa TIC Kids Online Brasil revelam a magnitude do desafio: 92% dos brasileiros entre 9 e 17 anos utilizam a internet, e 28% relatam ter iniciado o acesso aos 6 anos de idade.
Especialistas reforçam que a proibição total não é a solução, já que a dança é uma ferramenta poderosa de engajamento. O caminho ideal é o equilíbrio.
Cabe aos pais e responsáveis monitorar o conteúdo consumido, limitar o tempo de tela e controlar a visibilidade dos vídeos postados, garantindo que a criatividade e o movimento não sejam prejudicados pelos riscos do excesso.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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