
Sol Sertão Online
Colunista
A relação entre Cuba e Estados Unidos, historicamente instável, enfrenta uma nova fase de deterioração. Sob a gestão de Donald Trump, as tensões foram intensificadas, especialmente após a interrupção do envio de petróleo venezuelano para a ilha, privando Cuba de sua principal fonte de importação do combustível.
Além do bloqueio, Washington ameaçou impor tarifas a qualquer país que exportasse petróleo para Havana, medida que levou o México a suspender envios planejados. Embora Trump afirme que existem negociações com representantes de alto nível para desarmar as tensões, a crise econômica na ilha permanece agravada.
O distanciamento entre as nações remonta a 1º de janeiro de 1959, com a Revolução liderada por Fidel e Raul Castro. A nacionalização de empresas americanas e a aproximação de Cuba com a União Soviética alarmaram Washington, resultando na suspensão de importações de açúcar e na implementação de um embargo econômico que se tornou um dos mais longos da história moderna.
A aliança com Moscou garantiu a Cuba apoio militar, empréstimos e a compra de açúcar acima do preço de mercado. No entanto, essa proximidade levou a episódios críticos, como a invasão fracassada da Baía dos Porcos em 1961 e a Crise dos Mísseis em 1962, que colocou o mundo à beira de um conflito nuclear até que um acordo de não invasão fosse firmado.
Em 2014, o governo de Barack Obama tentou descongelar as relações diplomáticas. Contudo, analistas como Sebastian Aros, do Instituto de Pesquisa Cubana da Universidade Internacional da Flórida, argumentam que o regime cubano utilizou a abertura para fortalecer o controle militar sobre a economia através do conglomerado GAESA, que passou a controlar a maior parte da economia da ilha.
A partir de 2017, a administração Trump reverteu as medidas de Obama, incluindo a reinclusão de Cuba na lista de patrocinadores do terrorismo em 2021. Atualmente, enquanto Cuba busca o alívio do bloqueio econômico, a divergência de interesses permanece profunda: Washington busca mudanças no regime, enquanto o governo cubano luta para se manter no poder, tornando qualquer acordo significativo improvável.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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