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Sol Sertão Online
Colunista
O governo das Ilhas Canárias manifestou forte oposição ao plano do governo da Espanha de permitir a atracação do navio de cruzeiro MV Hondius no arquipélago. A embarcação enfrenta um surto de hantavírus, e o líder regional, Fernando Clavijo, afirmou que a decisão de permitir a entrada do navio não possui critérios técnicos fundamentados nem informações suficientes.
Clavijo, que se encontra em Bruxelas, solicitou uma reunião urgente com o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, em Madri, para discutir a proibição da entrada da embarcação em Gran Canaria ou Tenerife.
O navio, operado pela empresa holandesa Oceanwide Expeditions, está atualmente em Cabo Verde, onde dois tripulantes doentes foram retirados. Médicos infectologistas da Holanda foram mobilizados para atuar a bordo após a partida do arquipélago africano. No total, 149 pessoas de 23 nações permanecem no navio sob rigorosas medidas de precaução.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), foram identificados oito casos até o momento — três confirmados e cinco suspeitos. O surto resultou em três mortes, das quais duas foram confirmadas como ligadas ao vírus. Entre as vítimas confirmadas estão a esposa de um casal holandês e um cidadão britânico de 69 anos. Além disso, um passageiro foi diagnosticado e hospitalizado em Zurique, na Suíça.
O hantavírus é tipicamente transmitido por roedores, ocorrendo a infecção humana através da inalação de partículas suspensas no ar provenientes de fezes, urina ou saliva secas dos animais. Embora a transmissão entre humanos seja extremamente rara, a OMS sugere que, neste caso específico, o vírus possa ter se espalhado devido ao contato íntimo entre passageiros que compartilhavam cabines.
A doença pode manifestar-se de duas formas graves: a Síndrome Pulmonar por Hantavírus (HPS), que apresenta alta taxa de mortalidade e afeta o sistema respiratório, e a Febre Hemorrágica com Síndrome Renal (HFRS), que compromete principalmente os rins. A OMS ressaltou que, apesar do surto no navio, o risco para o público em geral permanece baixo.
Não existe um tratamento específico para a infecção por hantavírus. O protocolo médico consiste no tratamento dos sintomas, que pode incluir oxigenoterapia, ventilação mecânica e internação em unidades de terapia intensiva (UTI) em casos críticos.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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