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Sol Sertão Online
Colunista
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, travou a tramitação de pautas prioritárias do governo federal, como a PEC do fim da escala 6x1 e a de segurança pública. Alcolumbre condiciona o avanço dessas propostas a uma reunião direta com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cenário agravado pelo desgaste na relação após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF.
Enquanto as pautas governistas estão paradas, o Senado avançou com a chamada "pauta-bomba", com impactos fiscais estimados em mais de R$ 150 bilhões. Entre as medidas aprovadas estão a renegociação de dívidas rurais, com custo previsto de R$ 140 bilhões ao Tesouro, e a aposentadoria integral para agentes de saúde, com impacto estimado em R$ 99 bilhões.
Outra medida aprovada foi o aumento do piso salarial de médicos e cirurgiões-dentistas para R$ 13,6 mil, o que deve elevar a despesa da União em R$ 8,4 bilhões anuais. O avanço desses projetos ocorreu mesmo após pedidos expressos de ministros da Fazenda e da Secretaria de Relações Institucionais para que as matérias fossem retiradas de votação.
O impasse reflete na Câmara dos Deputados, onde o presidente Hugo Motta planeja votar a redução da jornada de trabalho para destravar a pauta da Casa. A manobra visa liberar a votação de outros textos, como o Marco Legal da Inteligência Artificial, evitando que o plenário permaneça trancado diante da urgência constitucional mantida pelo Executivo.
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