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Sol Sertão Online
Colunista
O Oriente Médio enfrenta uma escalada sem precedentes de ataques e contra-ataques, com múltiplos países da região reportando incidentes que evidenciam o aprofundamento das tensões. A recente onda de ofensivas aéreas e respostas militares tem gerado apreensão internacional, à medida que forças americanas reforçam sua presença e Israel intensifica suas operações.
A região presenciou uma série de ataques em diversas frentes. No Curdistão iraquiano, um drone atingiu um campo de petróleo na província de Duhok. Nas águas territoriais do Catar, um petroleiro da QatarEnergy foi alvo de um ataque com míssil, resultando em danos, mas sem vítimas ou impacto ambiental, após a interceptação de dois outros projéteis.
Os rebeldes Houthis do Iêmen reivindicaram um ataque com mísseis contra Israel, afirmando ter sido uma operação conjunta com o Irã e o Hezbollah. Em resposta, a imprensa israelense noticiou que seis pessoas ficaram feridas em Israel, incluindo uma menina de 11 anos e um menino de 13 anos, após uma ofensiva iraniana na região de Bnei Brak.
Os Emirados Árabes Unidos também registraram uma fatalidade: um cidadão bangalês morreu em Al Rafaa devido a estilhaços de um drone interceptado. A Agência de Comércio Marítimo Britânico informou sobre um ataque a um petroleiro ao norte de Ras Laffan, no Catar, que causou danos no casco e um incêndio que foi rapidamente controlado, sem feridos.
Em Teerã, capital iraniana, explosões foram ouvidas, e a TV estatal iraniana reportou que Israel teria lançado uma "ampla onda de ataques". O Ministério do Interior do Bahrein informou que suas equipes de defesa civil combateram um incêndio em uma instalação empresarial após um ataque descrito como iraniano. No Kuwait, um ataque de drone iraniano atingiu tanques de combustível no aeroporto internacional, provocando um incêndio, mas sem vítimas.
Israel confirmou a "eliminação" de Mahdi Vafaei, chefe da Divisão de Engenharia do Corpo do Líbano da Força Quds, no Irã. Segundo o exército israelense, Vafaei era responsável por desenvolver projetos subterrâneos no Líbano e na Síria, liderando esforços para estabelecer infraestruturas subterrâneas usadas pelo Hezbollah e pelo regime de Assad. Israel também reportou que um míssil atingiu um drone militar israelense sobre o sul do Líbano, mas o equipamento caiu sem risco de vazamento de dados.
Os Estados Unidos, por sua vez, intensificaram sua presença militar na região. O Comando Central do Exército americano divulgou um vídeo que mostra ataques em uma região montanhosa, visando alvos subterrâneos para danificar a capacidade bélica do Irã. Além disso, os EUA enviaram um terceiro porta-aviões, o USS George H.W. Bush, acompanhado de seu grupo de ataque, para o Oriente Médio, juntando-se ao USS Abraham Lincoln.
Em uma demonstração de força, os Estados Unidos realizaram, pela primeira vez, sobrevoos sobre o Irã com bombardeiros B-52. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, afirmou que o objetivo dessas aeronaves é bombardear cadeias de suprimentos que abastecem instalações de construção de mísseis, drones e navios do Irã, visando impedir o reabastecimento de munições.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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