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Caio Alves da Gama
Colunista
O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, enfrenta um cenário eleitoral turbulento, com seu partido Fidesz perdendo terreno para a oposição liderada por Peter Magyar. Em um comício recente, Orbán expressou sua frustração com manifestantes, chamando-os de representantes de "raiva, ódio e destruição", em um vislumbre de sua imagem pública cuidadosamente construída.
Pesquisas de opinião indicam que o partido Tisza, de Magyar, lidera com 58% contra 35% do Fidesz. Após 16 anos de domínio quase incontestado, Orbán, o líder de mais longa permanência no bloco europeu, foi forçado a intensificar sua campanha, mobilizando apoiadores e buscando convencer os eleitores indecisos.
A eleição parlamentar, marcada para 12 de abril, tem sido acompanhada de perto globalmente, pois uma derrota de Orbán pode significar um revés para o movimento populista internacional que ele representa. Especialistas afirmam que Budapeste se tornou a "sede da democracia iliberal no mundo", e a eleição é vista como um referendo sobre o modelo de governo autoritário.
A raiva eleitoral que varre a Europa contra "elites governantes corruptas" agora se volta contra Orbán e o Fidesz. O governo tem sido alvo de acusações de desvio de fundos públicos e favorecimento de empresas ligadas a pessoas próximas. Projetos de infraestrutura incluem empreendimentos de seu genro e de um amigo de infância que se tornou o homem mais rico do país.
A campanha do Fidesz tem se concentrado em uma retórica de "paz ou guerra", retratando a oposição como fantoche de Bruxelas e alertando para o risco de a Hungria ser arrastada para a guerra na Ucrânia. Orbán defende que a Rússia não pode ser derrotada e que o Ocidente deveria pressionar Kiev por um acordo de paz.
Peter Magyar, um ex-membro do Fidesz, emergiu como um forte desafiante. Em fevereiro, ele deixou o partido e denunciou o governo por corrupção. Magyar foca em questões internas como saúde, educação e despovoamento rural, prometendo restaurar o lugar da Hungria na União Europeia e na OTAN.
Embora Orbán conte com um império midiático, Magyar tem mobilizado multidões através de transmissões ao vivo nas redes sociais, atraindo milhares em cidades e vilarejos. Sua promessa de construir "um país mais humano e eficiente" ressoa, especialmente entre os jovens.
Apesar das alegações de irregularidades e de um sistema de clientelismo local que incentiva a compra de votos, o Fidesz nega pânico e se diz otimista, confiando na mobilização de sua base eleitoral tradicional.
Uma vitória do Fidesz pode consolidar a autocracia, enquanto uma vitória do Tisza traria a tarefa de restaurar a independência das instituições democráticas húngaras.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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