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Sol Sertão Online
Colunista
O envelhecimento acelerado da população brasileira deve provocar transformações profundas nas contas públicas nas próximas décadas, impactando diretamente a Previdência Social e o sistema de saúde, ao mesmo tempo em que reduz a demanda por investimentos em educação básica.
As projeções governamentais indicam que o sistema previdenciário enfrentará pressões severas, com a estimativa de que o déficit do INSS quadruplique até o ano 2100. O principal motivo é a mudança drástica na base de sustentação: enquanto a relação atual é de 4,6 trabalhadores ativos para cada aposentado, a previsão é que, em 2060, esse número caia para apenas 1,6 pessoa em idade ativa para cada idoso.
Diante desse cenário, especialistas e gestores públicos alertam que uma nova reforma da Previdência é inevitável, mesmo após as alterações implementadas em 2019, para garantir a sustentabilidade do pagamento de benefícios.
O Sistema Único de Saúde (SUS) também sentirá o peso da transição demográfica. A estimativa é que sejam necessários R$ 121 bilhões adicionais até 2036 para suprir a demanda crescente de serviços voltados à população idosa, que requer cuidados mais complexos e frequentes.
Somado a isso, estudos da Instituição Fiscal Independente (IFI) apontam que o Brasil sofre de um "subfinanciamento crônico" do SUS quando comparado a países desenvolvidos que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
No sentido oposto, a queda absoluta e relativa do número de jovens deve permitir que o governo reduza gastos com educação em cerca de R$ 30,2 bilhões. A diminuição do público escolar impacta a estrutura de custos do setor, que opera em regime de colaboração entre a União, estados e municípios.
Atualmente, as despesas com saúde e educação seguem atreladas à arrecadação federal, conforme definido pelo arcabouço fiscal de 2023, com a União destinando percentuais da receita líquida para estas áreas, enquanto estados e municípios devem observar seus respectivos pisos de aplicação de recursos.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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