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Sol Sertão Online
Colunista
A CPI do Crime Organizado encerra seus trabalhos nesta terça-feira (14) com a revelação de movimentações financeiras massivas do Banco Master. Documentos da Receita Federal indicam que, entre 2022 e 2025, a instituição financeira repassou R$ 7,3 bilhões para um grupo de 2.939 pessoas físicas e jurídicas.
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da comissão, integrou esses dados ao seu relatório final. O parlamentar deve solicitar que a Polícia Federal e demais órgãos de fiscalização aprofundem as investigações sobre a natureza e a legalidade dessas transações financeiras.
Do montante total, R$ 6,7 bilhões foram destinados a empresas e R$ 584 milhões a pessoas físicas. As declarações também apontam que rendimentos de aplicações financeiras somaram R$ 3,3 bilhões, enquanto a folha de pagamentos e participações nos lucros dos funcionários do banco totalizaram R$ 491 milhões.
Os registros revelam pagamentos expressivos a figuras influentes da política e do Judiciário. O escritório de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, recebeu mais de R$ 80 milhões. Já o escritório do ex-presidente Michel Temer recebeu R$ 10 milhões em 2025.
Outros nomes citados incluem o ex-ministro Henrique Meirelles, com R$ 18,4 milhões, e o ex-ministro Guido Mantega, que recebeu R$ 14 milhões. O escritório de Ricardo Lewandowski, ex-ministro do STF, registrou repasses de R$ 5,9 milhões.
No cenário baiano, a lista de beneficiários inclui a empresa de consultoria do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, ACM Neto, com repasses de R$ 5,4 milhões entre 2023 e 2025. Além disso, a BN Financeira, empresa da nora do senador Jaques Wagner (PT-BA), recebeu R$ 12 milhões no período.
O relatório também aponta pagamentos ao presidente do União Brasil, Antônio Rueda (R$ 2,1 milhões), e ao ex-governador de Goiás, Marconi Perillo (R$ 14,5 milhões). Empresas ligadas ao governador do Paraná, Ratinho Junior, somam R$ 24 milhões em recebimentos.
No setor jurídico, mais de meio bilhão de reais foram distribuídos entre 91 escritórios de advocacia, com 15 deles recebendo ao menos R$ 10 milhões cada.
Juristas alertam que o recebimento de valores não configura, por si só, uma irregularidade. O ponto central das investigações deve ser a análise de possíveis conflitos de interesse e se houve impedimentos legais devido ao exercício de cargos públicos por parte dos beneficiários.
Após a votação do relatório final, o documento será enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), à Procuradoria-Geral da República (PGR), à Polícia Federal e à Controladoria-Geral da União (CGU), podendo servir de base para indiciamentos criminais.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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