
Sol Sertão Online
Colunista
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), teceu duras críticas ao programa Desenrola 2.0, lançado recentemente pelo governo federal. A medida permite que trabalhadores utilizem o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia para a renegociação de dívidas bancárias.
Para Caiado, a iniciativa do governo federal é, na verdade, uma "cortesia com chapéu alheio". O político argumentou que o programa apenas transfere recursos que pertencem ao trabalhador para as instituições financeiras, sem representar um benefício real do Estado.
“Esse desenrola é simplesmente tirar o seu dinheiro, que tá no FGTS, que é seu, e entregar para o banco”, afirmou o ex-governador durante entrevista à rádio "A Guardiã da Notícia".
Caiado responsabilizou a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo aumento do endividamento da população e pela alta das taxas de juros no país. Além disso, ele alertou que a utilização do FGTS para quitar dívidas pode prejudicar seriamente o setor de habitação.
Segundo o político, a redução da poupança no Brasil compromete a capacidade de produzir e construir novas moradias, desviando a finalidade original do fundo para suprir a inadimplência bancária.
O pré-candidato concluiu afirmando que a mudança no cenário econômico do Brasil depende da alternância de poder nas próximas eleições. Para Caiado, derrotar o atual presidente em 2026 é a "condição primária" para implementar um novo modelo de governança capaz de reduzir o endividamento que atinge a maioria da população brasileira.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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