
Sol Sertão Online
Colunista
Os ex-ministros da Defesa da China, Wei Fenghe e Li Shangfu, foram condenados à morte com suspensão condicional da pena por dois anos, após serem processados por crimes de corrupção.
No ordenamento jurídico chinês, a suspensão condicional da pena de morte é geralmente convertida em prisão perpétua, caso o condenado não cometa novos crimes durante o prazo de dois anos. Uma vez comutada, a pena torna-se perpétua, sem a possibilidade de nova redução ou liberdade condicional.
As condenações integram uma ampla campanha anticorrupção implementada pelo presidente Xi Jinping desde que assumiu o poder em 2012, tendo as Forças Armadas como um dos alvos principais.
Em 2023, os expurgos atingiram a elite da Força de Foguetes, unidade responsável pelos mísseis convencionais e pelo arsenal nuclear do país. No início deste ano, a repressão se intensificou com a destituição do general Zhang Youxia, chefe do Exército de Libertação Popular e membro do Politburo.
As apurações revelaram que Li Shangfu é suspeito de receber e oferecer subornos em grandes quantias, além de ter utilizado seu cargo para obter benefícios pessoais. Já Wei Fenghe foi condenado por aceitar vultosas somas em dinheiro e bens valiosos para favorecer terceiros em negociações de pessoal, ações classificadas como de impacto altamente prejudicial.
De acordo com o Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, essa onda de expurgos no comando militar chinês pode ter gerado deficiências estruturais graves, comprometendo a prontidão das Forças Armadas em meio a um processo de modernização acelerada.
Referência: Informações adaptadas de CNN Brasil.
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