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Sol Sertão Online
Colunista
A crescente demanda por processamento de dados para a Inteligência Artificial (IA) está impulsionando as gigantes da tecnologia a buscarem fontes de energia mais estáveis e potentes. Para evitar crises de abastecimento, empresas como Google, Meta e Amazon estão investindo massivamente no desenvolvimento de pequenos reatores modulares (SMRs), uma alternativa mais ágil e escalável que as usinas nucleares convencionais.
O movimento reflete a urgência em alimentar data centers, infraestruturas essenciais para o processamento de informações e treinamento de modelos complexos de linguagem. A Meta, por exemplo, firmou acordos com a Terrapower para a criação de duas unidades com capacidade de 690 megawatts, além de um projeto com a Oklo para estabelecer um campus de energia nuclear de 1,2 gigawatts nos Estados Unidos.
A Amazon também entrou na disputa, colaborando com a X-energy para implantar reatores que devem somar 5 GW de potência até 2039. Já o Google anunciou que pretende colocar seu primeiro reator modular em operação até o ano de 2030, em parceria com a Kairos Power.
A transição para a energia nuclear modular ocorre em um momento de pressão energética. Estima-se que o consumo de eletricidade nos Estados Unidos cresça 1% este ano e 3% no próximo. No entanto, o setor ainda enfrenta obstáculos, como riscos tecnológicos, altos custos de construção e a resistência de alguns estados americanos que discutem a proibição de novos data centers.
Apesar dos riscos, a entrada das Big Techs traz a segurança financeira necessária para atrair bancos comerciais. Como esses contratos são de longo prazo, eles oferecem a garantia de receita que as instituições financeiras exigem para liberar empréstimos para a construção de infraestruturas complexas, acelerando a viabilidade comercial da energia nuclear avançada.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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