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Sol Sertão Online
Colunista
Os Correios encerraram o ano de 2025 com um prejuízo total de R$ 8,5 bilhões. O resultado financeiro, apresentado nesta quinta-feira (23), revela que a maior parte desse rombo, aproximadamente R$ 6,4 bilhões, foi motivada por despesas com precatórios referentes a decisões judiciais transitadas em julgado.
Este resultado marca o 14º trimestre consecutivo de perdas para a estatal, sequência iniciada no quarto trimestre de 2022. Apenas no primeiro semestre de 2025, o prejuízo acumulado já somava R$ 4,36 bilhões. Além disso, a receita bruta da empresa registrou uma queda de 11,35% em comparação ao ano anterior, totalizando R$ 17,3 bilhões.
Para tentar equilibrar as contas e reduzir despesas com pessoal, a estatal implementou um Plano de Demissão Voluntária (PDV). Entre 3 de fevereiro e 7 de abril, 3.181 funcionários aderiram ao programa. Somando as adesões de 2024 e 2025, o total chega a 3.756 empregados.
A empresa estima que essa reestruturação gere uma economia de R$ 147,1 milhões ainda este ano, com a projeção de alcançar R$ 775,7 milhões em 2026.
Para suprir a necessidade de caixa, os Correios firmaram um contrato de empréstimo de R$ 12 bilhões no final de dezembro. A operação foi viabilizada por um consórcio composto pelos bancos Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Bradesco, Itaú e Santander, contando com a garantia da União para reduzir o risco das instituições financeiras.
O aporte foi distribuído com R$ 3 bilhões vindos do Banco do Brasil, Caixa e Bradesco, e R$ 1,5 bilhão cada do Itaú e Santander. O contrato estabelece um prazo de carência de três anos, com pagamentos mensais iniciando em dezembro de 2029 e taxa de juros de 115% do CDI.
Além desse montante, o Conselho Monetário Nacional (CMN) autorizou, em 26 de fevereiro, que a estatal capte mais R$ 8 bilhões em novos empréstimos com garantias federais. A definição sobre a utilização desse crédito adicional deve ocorrer até o final do primeiro semestre.
Referência: Informações adaptadas de G1.
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