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Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
O fisiculturista americano Dallas McCarver, conhecido como "Big Country", morreu aos 26 anos com o coração pesando 833 gramas — mais que o dobro do peso médio de um adulto. O laudo médico revelou que o abuso prolongado de esteroides anabolizantes, com níveis de testosterona 30 vezes acima do limite normal, causou o espessamento do ventrículo esquerdo e o acúmulo de placas de gordura nas artérias.
O caso reflete uma tendência alarmante observada globalmente e no Brasil, com mortes súbitas recentes de atletas como Gabriel Ganley, Mailson Araújo, Edson da Silva Ferreira e Wanderson da Silva Moreira. Estudos publicados no European Heart Journal indicam que a taxa de morte súbita cardíaca entre fisiculturistas profissionais é cinco vezes maior do que entre amadores.
Especialistas alertam que, diferentemente da adaptação natural do coração ao treino de força, o uso de anabolizantes pode provocar hipertrofia e dilatação irreversível do músculo cardíaco. Essa condição prejudica a capacidade de bombeamento de sangue, elevando drasticamente os riscos de insuficiência cardíaca, arritmias e infartos precoces.
Apesar de a prescrição de anabolizantes para fins estéticos ser proibida no Brasil desde 2023, o mercado segue em expansão. Profissionais da medicina legal apontam que a identificação dessas substâncias em necropsias é complexa, o que frequentemente faz com que o vínculo entre o uso de esteroides e a parada cardíaca não seja registrado nos atestados de óbito.
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