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Sol Sertão Online
Colunista
Nota da Redação: Este artigo é um resumo curado. A reportagem original foi publicada por G1.
A cardiomiopatia hipertrófica é caracterizada pelo crescimento anormal do músculo cardíaco, tornando o órgão mais rígido. Essa condição, muitas vezes silenciosa, pode desencadear arritmias graves, insuficiência cardíaca e morte súbita, especialmente durante esforços físicos intensos que funcionam como gatilhos para paradas cardiorrespiratórias.
A doença pode ter origem hereditária, com 50% de chance de transmissão de pai para filho, sendo uma das principais causas de morte súbita em jovens abaixo de 35 anos. Também pode ser adquirida, com destaque para o uso de esteroides anabolizantes, que elevam a pressão arterial e geram fibroses no tecido cardíaco, favorecendo a formação de coágulos e arritmias.
O caso do fisiculturista Gabriel Ganley, morto aos 22 anos em São Paulo, ilustra a gravidade da condição. Embora a causa oficial ainda seja investigada, o atestado de óbito cita cardiomiopatia hipertrófica associada a edema pulmonar e insuficiência cardíaca congestiva, mencionando-se também o uso de insulina e outras substâncias que sobrecarregam o sistema cardiovascular.
O diagnóstico é realizado via ecocardiograma, eletrocardiograma e ressonância magnética. O tratamento varia entre o uso de betabloqueadores, a restrição de atividades de alto rendimento e a implantação de cardioversores-desfibriladores (CDI) para reverter ritmos cardíacos fatais.
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